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Seleção
Sábado, 17 de julho de 2004, 10h16 
Tetra diminuiu a dor no País pela morte de Senna
 
Vicente de Aquino
 
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Em 1994, o Brasil teve duas grandes emoções no campo esportivo. Primeiro, o país perdeu e chorou pela morte de Ayrton Senna, na época maior ídolo nacional e vivendo grande fase na F-1. O sofrimento por aquele trágico acidente em 1° de maio foi um pouco amenizado no dia 17 de julho, quando o futebol brasileiro voltou a ser campeão mundial após 24 anos.

  • Clique aqui para ver a entrevista na qual Zagallo se emociona ao relembrar a morte do piloto

    Senna e a Seleção Brasileira estiveram juntos em 1994. Na fase de preparação da equipe de Carlos Alberto Parreira para o Mundial daquele ano, Senna esteve no estádio Parc des Princes para dar o pontapé inicial no amistoso do Brasil contra um combinado formado por Paris Saint-Germain e Bordeaux.

    O jogo terminou 0 a 0 e na arquibancada podia-se ler uma faixa que representava a grandeza do piloto para os torcedores brasileiros, e a desconfiança destes com a Seleção de futebol: "Por favor, sigam o exemplo de Senna. Sejam vencedores."

    Naquela tarde de abril, Senna, ovacionado, retribuía o carinho da torcida que gritava seu nome. Nem Romário, nem Bebeto. O ídolo maior, naquele momento, era Ayrton Senna. Mas 11 dias depois o piloto morria, parado numa curva.

    A tragédia comoveu os jogadores. "A nossa grande meta era vencer para homenagear o maior ídolo brasileiro na época, o único no país que também podia ser tetracampeão do mundo: Ayrton Senna", disse o atacante Viola.

    E a meta foi alcançada. O Brasil foi batendo seus adversários, chegou à final com a Itália, ganhou na decisão por pênaltis e não esqueceu Senna. "Esse título também é seu Ayrton¿ dizia a faixa aberta pelos jogadores no centro do campo após a vitória sobre os italianos. "Foi muito bonito", lembra Viola.

    Colaborou Alexandre Sinato
     

  • Redação Terra