Clique aqui para ver a entrevista na qual Zagallo se emociona ao relembrar a morte do piloto 
Senna e a Seleção Brasileira estiveram juntos em 1994. Na fase de preparação da equipe de Carlos Alberto Parreira para o Mundial daquele ano, Senna esteve no estádio Parc des Princes para dar o pontapé inicial no amistoso do Brasil contra um combinado formado por Paris Saint-Germain e Bordeaux.
O jogo terminou 0 a 0 e na arquibancada podia-se ler uma faixa que representava a grandeza do piloto para os torcedores brasileiros, e a desconfiança destes com a Seleção de futebol: "Por favor, sigam o exemplo de Senna. Sejam vencedores."
Naquela tarde de abril, Senna, ovacionado, retribuía o carinho da torcida que gritava seu nome. Nem Romário, nem Bebeto. O ídolo maior, naquele momento, era Ayrton Senna. Mas 11 dias depois o piloto morria, parado numa curva.
A tragédia comoveu os jogadores. "A nossa grande meta era vencer para homenagear o maior ídolo brasileiro na época, o único no país que também podia ser tetracampeão do mundo: Ayrton Senna", disse o atacante Viola.
E a meta foi alcançada. O Brasil foi batendo seus adversários, chegou à final com a Itália, ganhou na decisão por pênaltis e não esqueceu Senna. "Esse título também é seu Ayrton¿ dizia a faixa aberta pelos jogadores no centro do campo após a vitória sobre os italianos. "Foi muito bonito", lembra Viola.
Colaborou Alexandre Sinato