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Surfe

Gabriel Medina: biografia do surfista, fotos de ondas e mais

Kent Nishimura / AFP
23 mar 2015
14h59
atualizado às 15h07
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Independentemente do que acontecer daqui para frente, Gabriel Medina já tem seu lugar guardado na história do surfe. Tudo isso graças ao fato de ter se tornado o primeiro brasileiro campeão mundial da modalidade. Um dos membros mais famosos da "Brazilian Storm", apelido dado à nova e talentosa geração de surfistas do País, Medina superou lendas do esporte em 2014, como Kelly Slater e Mick Fanning, para ter seu nome lembrado para sempre.

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Paulista de São Sebastião, litoral norte de São Paulo, Gabriel Medina começou a surfar aos nove anos. Influenciado pelo padrasto Charles Rodrigues, que se transformaria em um verdadeiro pai e treinador particular, não demorou muito para o garoto, e o técnico, perceberem que aquilo não seria apenas um passatempo de criança, mas sim algo que transformaria suas vidas.

Gabriel levanta título inédito para o Brasil
Gabriel levanta título inédito para o Brasil
Foto: Kent Nishimura / AFP

Aos 11, Gabriel venceu seu primeiro campeonato a nível nacional, a etapa Rip Curl Grom Search na categoria até 12 anos, em Búzios, no Rio de Janeiro. Depois não parou de crescer, de tamanho, idade e, principalmente, profissionalmente. Ele conquistou campeonatos do Brasileiro Amador e foi campeão dos circuitos Volcom Sub-14, Quicksilver King of Groms, Rip Curl Grom Search e foi tricampeão paulista.

Dominando as categorias de base do País, Medina começou a tentar a sorte em terras estrangeiras. Não vieram títulos logo de cara, mas não dá para reclamar de seu desempenho. Na Califórnia, foi vice do Volcom Internacional Sub-14 e, no Equador, vice-campeão do Mundial Amador Sub-16.

Gabriel Medina e sua família no pódio do Pipe Masters
Gabriel Medina e sua família no pódio do Pipe Masters
Foto: Kent Nishimura / AFP

Aos 14 já fazia as finas nas competições do Paulista Profissional e participou pela primeira vez etapas de acesso do Mundial Profissional, quando, em Ubatuba, conseguiu derrotar seu ídolo Adriano de Souza, o Mineirinho. Em julho de 2009, ainda com 15 anos, Medina fechou um contrato com a empresa australiana Rip Curl e profissionalizou-se de vez. Dez dias depois, para alegria de seu novo patrocinador, que está com ele até hoje, venceu o WQS Maresia Surf International, em Florianópolis, sendo, assim, seu primeiro tílulo no circuito mundial.

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Depois de dois anos batalhando por um lugar ao sol nas categorias de acesso da elite do surfe mundial, Medina começou a brilhar. Em 2011, com as conquistas do WQS 6 estrelas Prime em Imbituba, Santa Catarina, os dois WQS 6 estrelas na França e na Espanha, Gabriel chegou no WCT. E não apenas chegou, mas já mostrou o que viria pela frente. Com apenas 17 anos, chamou atenção não só após conseguir executar um backflip nesta temporada, uma espécie de salto mortal de costas, mas também por vencer as etapas nos Estados Unidos e na França.

<p>Medina é carregado pelos brasileiros no Havaí</p>
Medina é carregado pelos brasileiros no Havaí
Foto: Thiago Bernardes / FramePhoto

Em 2014, mais experiente, Medina mostrou logo na primeira etapa que aquela seria sua temporada de maior destaque. Depois de passar pelos australianos Mick Fanning, duas vezes, e Taj Burrow, o brasileiro disputou a final com o também anfitrião Joel Parkinson. Na decisão, venceu por 16.33 contra 16.27 e levantou o primeiro caneco do ano.

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Na sequência, Medina terminou em quinto em Margaret River, nono em Bells Beach e 13º no Rio de Janeiro até voltar a brilhar. No Taiti, ele disputou uma das decisões mais emocionantes de sua carreira e foi campeão da etapa sobre nada mais nada menos que Kelly Slater, com 18.96 contra 18.93. Depois ainda ficou com o título de Fiji na etapa seguinte e disparou de vez na liderança do ranking mundial.

<p>Após decepção com Copa, brasileiros vibram com conquista de Medina</p>
Após decepção com Copa, brasileiros vibram com conquista de Medina
Foto: Thiago Bernardes/ Frame

Gabriel chegou na última etapa do circuito mundial, realizada em Pipeline, no Havaí, com Mick Fanning e Kelly Slater ainda na disputa do título. Com a ajuda do argentino nacionalizado brasileiro Alejo Muniz, que derrotou tanto Slater quanto Fanning em duas baterias diferentes, Medina foi campeão antecipado ainda nas quartas de final, após bater o brasileiro Filipe Toledo e o havaiano Dusty Payne. Ele ainda chegou até a final de Pipe Masters e acabou perdendo para o australiano Julian Wilson na final por apenas 0.43 pontos.

Medina ficou com o vice-campeonato do Pipe Masters 2014
Medina ficou com o vice-campeonato do Pipe Masters 2014
Foto: Kent Nishimura / AFP
Fonte: Terra
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