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Após vitória, Nadal lamenta dores no joelho e relata "pior dia"

16 fev 2013
21h44
atualizado às 23h13
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Rafael Nadal entrou na sala de imprensa com o semblante abatido neste sábado, após vencer o argentino Martín Alund por 2 sets a 1, com parciais de 6/4, 6/7 (2-7) e 6/1, e se classificar à semifinal do Brasil Open. Com frases mais curtas e falando mais rapidamente do que o habitual, o espanhol relatou ter vivido o “pior dia” em termos de dores no joelho desde que retornou às quadras.

<p>Nadal atua em São Paulo com faixa abaixo do joelho esquerdo</p>
Nadal atua em São Paulo com faixa abaixo do joelho esquerdo
Foto: Wagner Carmo/Inovafoto / Divulgação

Com uma inflamação no tendão patelar (síndrome de Hoffa) e uma ruptura parcial no tendão rotuliano do joelho esquerdo, Nadal permaneceu afastado do circuito profissional entre 28 de junho de 2012 e 6 de fevereiro de 2013. Ele retornou às quadras na semana passada, com o vice-campeonato do ATP 250 de Viña del Mar, e desde então vem atuando com uma faixa branca localizada logo abaixo do joelho.

Na entrevista deste sábado, concedida depois da vitória sobre Alund, o espanhol citou as dores na região já na primeira pergunta, quando lhe foi pedida uma avaliação do jogo. "O joelho não esteve bem, e quando me dói o joelho não me posso mover bem", disse. 

Na sequência, Nadal foi questionado se considerava que tivesse evoluído em termos de jogo e em termos físicos, em uma comparação com as três partidas feitas em São Paulo e as quatro em Viña del Mar.

"Em nível físico, há dias melhores e dias piores. Hoje (sábado) foi o pior, por sorte pude salvar e ganhar", disse o espanhol, que sobre sua recuperação ainda completou: "está demorando mais do que eu gostaria. Depois de sete meses sem jogar sigo com dores, agradável não é, mas passei por situações complicadas e andei adiante. Tenho confiança em quem trabalha comigo e em mim mesmo, por mais complicada que seja a situação que vivi e ainda estou vivendo".

Em 2005, Nadal foi diagnosticado com uma grave e rara lesão congênita no pé esquerdo que chegou a ameaçar a sua carreira: o escafoide do tarso, que para ele não se endureceu como deveria na primeira infância. Segundo relata em sua autobiografia, as dores no pé foram amenizadas com uma alteração na sola de seus tênis. Em 2009, ele ainda sofreu com tendinite em ambos os joelhos, desistindo de defender o título de Wimbledon, mas voltou ao circuito para conquistar o Grand Slam britânico no ano seguinte e ocupar novamente o topo do ranking mundial.

Em temos de nível de jogo, Nadal evitou a comparação com Viña del Mar, dizendo que a superfície montada no Ginásio do Ibirapuera "não é um saibro normal" e "é muito mais rápido do que qualquer quadra rápida", incluindo as de piso duro no Aberto dos Estados Unidos e no Aberto da Austrália, por causa da altitude média de 760 m da capital paulista e das bolas do Brasil Open, as quais considera muito velozes.

Questionado se disputaria a competição em São Paulo se soubesse de antemão das condições muito rápidas, ele disse que sim: "eu teria vindo igualmente. Estou em processo de recuperação, necessito competir, jogar partidas, e aqui estou".

Mas o principal assunto da entrevista foi realmente o problema no joelho esquerdo. "Não sei se é normal a dor que tenho ou não, mas é o que é, há que sobreviver com ela e esperar que vão melhorar", afirmou ele. "Eu fisicamente estou preparado, meu joelho não sei se está preparado. Fisicamente trabalhei e me sinto bem. Necessito que o joelho me responda", completou.

Nadal chegou a projetar a partida contra o argentino David Nalbandian e indicou que estará em quadra na final marcada para este domingo, a partir das 13h (de Brasília), no Ginásio do Ibirapuera, mas não deu 100% de certeza sobre isso. "Espero que não", respondeu, ao ser questionado se havia risco de não atuar. 

"Olhe, vou ser realista: após sete meses sem jogar, sem estar muito bem dos joelhos, consegui fazer duas finais. O negativo é que o joelho não está bem; o positivo é que ainda assim consegui chegar a duas finais", prosseguiu. 

Em Viña del Mar, o espanhol foi derrotado na decisão pelo argentino Horacio Zeballos por 2 sets a 1, com parciais de 7/6 (7-2), 6/7 (6-8) e 6/4. Em São Paulo, tem duelo marcado com Nalbandian neste domingo, em rodada que será aberta às 11h com a final do torneio de duplas - o brasileiro Bruno Soares e o austríaco Alexander Peya enfrentam o checo Frantisek Cermak e o eslovaco Michal Mertinak.

Fonte: Terra
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