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12 de fevereiro de 2013 • 22h14 • atualizado às 02h42

Bellucci faz 13 duplas-faltas, mas bate gaúcho e busca revanche

Bellucci teve que suar para vencer estreia no Brasil Open
Foto: Fernando Borges / Terra
  • Henrique Moretti
    Direto de São Paulo
 

Número 1 do Brasil e 35 do mundo, Thomaz Bellucci teve dificuldades para superar Guilherme Clezar, número 6 do País e 235 do planeta. Em partida de altos e baixos que contou com bom público na noite desta terça-feira no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, Bellucci cometeu 13 duplas-faltas. Ainda assim venceu batalha de duras horas e 36 minutos por 2 sets a 1, com parciais de 7/6 (7-4), 5/7 e 7/6 (7-1), passando pela estreia no Brasil Open.

Classificado à segunda rodada, Bellucci buscará uma revanche contra o italiano Filippo Volandri, 88º colocado do ranking da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), que também nesta terça passou pelo espanhol Daniel Gimeno-Traver, o 60º, por 2 sets a 1: parciais de 6/3, 3/6 e 7/6 (8-6), em duas horas e dois minutos de jogo.

No ano passado, o brasileiro foi eliminado do Brasil Open, nas semifinais, justamente diante de Volandri. O paulista perdeu por 2 sets a 1, com 5/7, 6/0 e 6/2 em duas horas e 33 minutos, e saiu de quadra reclamando do desgaste físico – não conseguiu se recuperar adequadamente após atuar por duas horas e 37 minutos na noite anterior até vencer o argentino Leonardo Mayer por 3/6, 6/2 e 7/5.

Nesta terça, Bellucci encontrou bastante trabalho para justificar o status de cabeça de chave cinco da competição. Ele trocou duas quebras de serviço com Clezar no primeiro set até se impor no tie-break. A segunda parcial seguia em ritmo morno até o 12º game, quando o gaúcho atacou com a direita desde a devolução para chegar ao 15-40. O primeiro break point do set foi convertido após um erro de forehand na rede do favorito: 7/5.

Na terceira parcial, Bellucci voltou a exercer domínio nas trocas de bola, balançando o rival de um lado para o outro. Após desperdiçar break points nos dois primeiros games de saque de Clezar, o paulista finalmente conseguiu a quebra no quinto game, em uma boa devolução de backhand, e soltou um grito: “vamos!”.

O momento de vibração não embalou o tenista, que em uma série de erros perdeu o game de serviço seguinte sem marcar nenhum ponto. Clezar repetiu equívocos na sequência e rapidamente cedeu 0-40, mas salvou o triplo break point.

Os tenistas se encaminharam para o tie-break sem perder mais o game de serviço, porém Bellucci esteve à beira da derrota duas vezes: sacou em 30-30 com 4/5 e 5/6, mas em ambas as ocasiões forçou erros de backhand do rival.

No tie-break, Clezar começou muito mal: cometeu três erros não forçados nos quatro primeiros pontos e viu Bellucci ganhar confiança para fazer 6-0. Aliviado, o tenista comemorou o êxito cerrando ambos os punhos. Em quadra, ele mostrou muita irregularidade: colecionou 19 aces, 13 duplas-faltas e venceu apenas 47% dos pontos em que jogou com o segundo serviço.

Clezar fez uma das melhores partidas da sua curta carreira
Foto: Fernando Borges / Terra

Pelas oitavas de final, o tenista volta à quadra na próxima quinta-feira para o reencontro com Volandri. Contra o italiano, além da derrota em São Paulo de 2012 o brasileiro coleciona uma vitória por duplo 6/2 na primeira fase do ATP 250 de Santiago, também no saibro, em 2011.

Para Bellucci, o jogo marcou o reencontro com o saibro, seu piso predileto, no qual não atuava pelo circuito da ATP desde o título conquistado em Gstaad, em julho de 2012. O tenista, 25 anos, impôs a segunda derrota em dois jogos de Clezar em chaves principais de torneios da ATP.

Antes, o jovem, 20 anos, só havia competido nesse nível no próprio Brasil Open, em 2011, quando recebeu um convite da organização e perdeu na estreia para o compatriota João Souza, o Feijão, por 6/3 e 6/2. Desta vez, o gaúcho conseguiu três vitórias para superar o qualificatório até cair em maratona da qual saiu aplaudido pelo público.

Treinado por João Zwetsch, capitão do Brasil na Copa Davis e ex-técnico do próprio Bellucci, Clezar viveu em 2012 o melhor ano como profissional, vencendo em maio, em Rio Quente, o primeiro challenger da carreira. Ex-número 13 do ranking juvenil da Federação Internacional de Tênis (ITF), ele atingiu em outubro passado o 208º lugar na ATP, o melhor de sua vida - na ocasião, era o jogador até 19 anos de idade com o melhor posicionamento no ranking em todo o mundo.

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Terra