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12 de fevereiro de 2013 • 23h42 • atualizado às 00h33

Com torcida contra, Bellucci evita polêmica: cada um apoia quem quiser

Número 1 do Brasil sofreu para confirmar favoritismo contra compatriota
Foto: Fernando Borges / Terra
  • Henrique Moretti
    Direto de São Paulo
 

Principal esperança do País no Brasil Open, Thomaz Bellucci não contou com a torcida amplamente favorável em sua estreia no torneio. Nesta terça-feira, o paulista fez confronto nacional com o gaúcho Guilherme Clezar e muitas vezes viu os fãs no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, apoiarem o adversário.

“Não esperava nada”, disse Bellucci, questionado sobre como esperava o comportamento da torcida em um jogo entre dois brasileiros. Favorito, o tenista superou o “azarão”, conforme definiu Clezar, em batalha de duas horas e 36 minutos por 2 sets a 1. As parciais foram de 7/6 (7-4), 5/7 e 7/6 (7-1) em um ginásio com capacidade para 9.300 espectadores e que recebeu bom público - o número exato de ingressos vendidos só será divulgado ao fim do torneio.

“Cada um torce para quem quiser. Eu estava na quadra fazendo um grande jogo, claro que é mais gostoso jogar com a torcida toda a favor, mas claro que ele também é brasileiro, com certeza era um azarão, uma zebra se ele ganhasse. (Isso é) completamente normal, sei que não sou o cara mais carismático do mundo”, afirmou Bellucci.

Número 1 do Brasil e 35 do mundo, o paulista, 25 anos, viu a torcida se dividir em boa parte do confronto com o gaúcho, 20 anos, número 6 do país e 234 do planeta. No fim do segundo set, porém, a manifestação eufórica do público foi flagrante quando Bellucci errou um forehand na rede, o que garantiu a disputa da terceira parcial.

No set decisivo, algumas vaias foram ouvidas após outra bola na rede de Bellucci. Alguns fãs ainda protestaram em uma dupla-falta bastante longa – uma das 13 cometidas pelo brasileiro no jogo.

Em sua entrevista após a partida, Clezar disse que sentiu os fãs um pouco mais favoráveis a ele. “A diferença era bem pouca. A torcida estava ali apoiando os dois jogadores, quem ganhasse ela ia ficar contente. Eles aproveitaram um bom nível de tênis”, disse.

Avaliando o desempenho, Bellucci disse que “não foi o melhor jogo da minha vida”, mas ressaltou que o “mais importante” foi a vitória. “O nervosismo com certeza não me deixou jogar. Já sabia que a responsabilidade era minha”, disse ele, que rebateu quando questionado se uma derrota para um tenista inexperiente seria uma “vergonha”.

“A pressão estava toda sobre mim. Não é vergonha perder um jogo por 7/6 no terceiro (set), podia ir para qualquer lado. Estava muito tenso e o Clezar me surpreendeu de uma maneira positiva”, completou.

Clezar disputou apenas a segunda partida de nível ATP na carreira, conhecendo a segunda derrota após perder para outro compatriota, João Souza, o Feijão, por 6/3 e 6/2, no Brasil Open de 2011. Na ocasião o gaúcho havia recebido um convite da organização para a chave principal e desta vez furou o torneio qualificatório.

“Não estou muito acostumado a jogar com jogadores do nível do Thomaz. A gente entra na quadra com dúvida, mas me comportei bem. Jogando um torneio grande é sempre uma emoção maior, ainda mais por estar em casa. Espero que tenha passado uma boa imagem para torcida, estou muito contente”, afirmou ele, que compete no fim de semana no qualificatório do ATP 250 de Buenos Aires. Depois, participa de dois challengers, torneios de segundo escalão do circuito; ele tem um título nesse nível – conquistado em Rio Quente, em 2012.

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