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"Em casa", Nalbandian chega à 1ª final desde desclassificação por chute

16 fev 2013
17h42
atualizado em 17/2/2013 às 06h37
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Em um Ginásio do Ibirapuera abarrotado de torcedores que o apoiavam calorosamente, David Nalbandian se tornou o primeiro finalista do Brasil Open. Na tarde deste sábado, o argentino, atual número 93 do mundo, venceu o italiano Simone Bolelli, o 80, por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 7/5.

<p>Nalbandian venceu Simone Bolelli com parciais de 6/3 e 7/5</p>
Nalbandian venceu Simone Bolelli com parciais de 6/3 e 7/5
Foto: Marcello Zambrana/Inovafoto / Divulgação

Com o resultado, Nalbandian se classificou à primeira final da carreira desde o ATP 250 de Queens, em junho de 2012. Na ocasião, o tenista acabou desclassificado da partida contra o croata Marin Cilic por chutar uma placa publicitária e acidentalmente acertar a perna de um dos juízes de linha, causando um ferimento e um sangramento.

O argentino vencia o jogo por 7/6 (7-3) e 3/4 e havia acabado de sofrer uma quebra de saque quando foi desclassificado, o que o levou a perder todos os pontos e a premiação em dinheiro que ganharia no evento.

Neste sábado, questionado sobre a lembrança do episódio e se aquilo já havia sido superado, Nalbandian não recebeu bem a pergunta. "(Não lembro) para nada", disse, mostrando-se incomodado.

Assim como ocorre desde o início da semana, o argentino contou com o apoio do público neste sábado. Com todos os ingressos vendidos para a rodada, o Ginásio do Ibirapuera, com capacidade para 9.300 espectadores, estava lotado. Alguns torcedores se sentavam também nas escadas tanto no setor inferior quanto no setor superior das arquibancadas.

Entre os fãs, a maioria apoiava Nalbandian. Quando Bolelli sacava em 5/5 com vantagem a favor no segundo set, por exemplo, a torcida aplaudiu uma devolução de serviço do argentino de backhand a qual tocou a fita e fez a bola morrer no lado da quadra do italiano. Este criaria mais uma chance para confirmar o saque, mas, após perdê-la devido a uma bola vencedora do adversário, teve o serviço quebrado.

Mais torcedores se manifestaram neste momento a favor de Nalbandian, que se encaminhou para fechar a partida no game seguinte. O tenista, 31 anos, foi o terceiro colocado do ranking em 2006 e soma 11 títulos na carreira. Neste domingo, tentará a primeira conquista desde o ATP 500 de Washington, em agosto de 2010.

O adversário será o espanhol Rafael Nadal, número 5 do mundo, que passou pelo argentino Martín Alund, o 111, também neste sábado, no Ibirapuera.

<p>Nalbandian salva bola durante semifinal do Brasil Open</p>
Nalbandian salva bola durante semifinal do Brasil Open
Foto: Marcello Zambrana/Inovafoto / Divulgação

Antes de chegar a São Paulo, Nalbandian não disputava uma partida oficial de simples em seis meses; a última havia sido a derrota para o ucraniano Alexandr Dolgopolov na segunda rodada do ATP 250 de Winston Salem, em agosto de 2012.

No fim desse ano, ele sofreu um estiramento abdominal e encerrou a temporada mais cedo. 

"Se me dissesse na segunda obviamente que ia ser raro, não?", afirmou o argentino, questionado se esperava chegar à uma final já no primeiro torneio desde o retorno às quadras. "Depois de jogar cada partida fui me sentindo bem, isso me ajuda para a confiança: quando estou bem, tenho chances concretas de ganhar de alguns jogadores".

Em 2013, Nalbandian priorizou a preparação para o confronto com a Alemanha na Copa Davis e não viajou para competir nas quadras duras do Aberto da Austrália. No duelo disputado no saibro de Buenos Aires, a Argentina bateu os alemães por 5 a 0, avançando para enfrentar a França nas quartas de final. Nalbandian ganhou o ponto de duplas, jogando ao lado de Horacio Zeballos contra Christopher Kas e Tobias Kamke.

Fonte: Terra
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