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Em palco de 1º título, Bellucci encerra fracassos e embala para Jogos

22 jul 2012
10h14
atualizado às 12h10

Segundo melhor tenista do Brasil no ranking mundial em toda história (com o 21º lugar alcançado em junho de 2010), Thomaz Bellucci colecionou uma série de fracassos nos últimos anos. Em 2012, o brasileiro manteve a má fase, caiu para o 80º lugar no ranking e conseguiu a classificação para a Olimpíada de Londres após uma recolocação de vagas da organização. Com um bom desempenho nos últimos três torneios e o título do ATP 250 de Gstaad, conquistado neste domingo na vitória diante do sérvio Janko Tipsarevic, Bellucci ressurge as vésperas dos Jogos Olímpicos e dribla a desconfiança da torcida brasileira.

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O brasileiro sempre conviveu com a sina de falhar nos momentos decisivos e protagonizar derrotas inesperadas. Em 2010, Bellucci tinha tudo para devolver o Brasil a elite da Copa Davis, mas abandonou o jogo contra o indiano Somdev Devvarman, 113º colocado na lista da ATP, no qual estava sendo derrotado por 1 set a 0. No mesmo ano, o tenista foi eliminado do ATP 250 de Estocolmo pelo americano James Blake, número 135 do mundo na época. Apesar dessas derrotas, terminou o ano na 31ª posição do ranking, o melhor ano de sua carreira.

Em 2011, Bellucci viveu um ano para ser esquecido, como ele mesmo disse à época. O atleta começou a ser treinado por Lari Passos, antigo técnico de Gustavo Kuerten, maior tenista do País. Entretanto, logo no primeiro torneio em que atuaram juntos, o Aberto da Austrália, o brasileiro foi superado pelo checo Jan Hernych, número 241 do mundo. No Masters 1000 de Miami, nova derrota para Blake, que estava em 173º no ranking.

O duelo contra para Blake, assim como a derrota para Roger Federer no Masters 1000 de Indian Wells (2 sets a 1 para o suíço, que havia perdido o primeiro set por 6/3) e a incrível virada sofrida contra o israelense Dudi Sela (então número 93 do mundo) no Aberto dos Estados Unidos, após estar vencendo por 2 sets a 0, comprovava a tese dos que defendiam que o brasileiro não contava com um bom desempenho psicológico durante os jogos e alternava muito durante uma só partida. Por essas e outras razões, ele sempre conviveu com a desconfiança dos torcedores.

Em 2012, Thomaz Bellucci (que já não era mais treinado por Lari Passos e sim pelo argentino Daniel Orsanic) também não vivia um grande momento. No Masters 100 de Monte Carlo, o brasileiro bateu o espanhol David Ferrer, número 6 do mundo, e depois foi derrotado pelo holandês Robin Haase, em 55º lugar no ranking. Em seguida, foi eliminado na primeira rodada de Roland Garros e de Wimbledon, torneio em que abriu 4 a 0 sobre o espanhol Rafael Nadal, mas levou a virada e perdeu por 3 sets a 0.

A história começou a se alterar no dia 7 de julho, quando o tenista resolveu disputar o Challenger de Braunschweig e foi campeão. O título parece ter dado confiança para o brasileiro, que logo depois foi as semifinais do ATP 250 de Stuttgart, quando perdeu para o sérvio Janko Tipsarevic.

A próxima competição era o ATP 250 de Gstaad, na Suíça, onde Thomaz Bellucci havia conquistado o primeiro título de ATP da carreira, em 2009. Após campanha irrepreensível, o brasileiro encontrava Tipsarevic novamente na decisão. Depois de estar vencendo o primeiro set por 6 a 1, levou a virada e perdeu por 7/6, o que acendeu novamente o sinal da desconfiança sobre o atleta.

Porém, dessa vez, o roteiro se alterou, o brasileiro virou a partida e conquistou o terceiro título de ATP da carreira, igualando Fernando Meligeni como o 3º maior vencedor brasileiro, atrás apenas de Luiz Mattar e Gustavo Kuerten. Além disso, ele deve assumir o 40º lugar no ranking de ATP. Depois de um período sombrio, Thomaz Bellucci chega mais confiante do que nunca para a disputa dos Jogos Olímpicos de Londres.

Brasileiro deve assumir a 40ª posição no ranking antes das Olimpíadas
Brasileiro deve assumir a 40ª posição no ranking antes das Olimpíadas
Foto: AP
Fonte: Terra
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