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ATP

Jogador publica vídeo ironizando Brasil Open: "melhor torneio do mundo"

14 fev 2013
17h36
atualizado às 19h26
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O italiano Fabio Fognini e o alemão Christopher Kas protagonizaram um vídeo de ironia à edição 2013 do Brasil Open. Usando uma máscara gigante simbolizando um rosto feliz e indicado como o "mascote" da competição, Fognini afirma no vídeo que o torneio "é o melhor do mundo" e que "com certeza" retornará ao País "da próxima vez". O tom é irônico quanto às condições de jogo em São Paulo. "Nunca joguei em uma quadra melhor", diz ele.

<p>Usando máscara sorridente e se dizendo "mascote" do Brasil Open, italiano Fabio Fognini fez comentários sarcásticos sobre o torneio</p>
Usando máscara sorridente e se dizendo "mascote" do Brasil Open, italiano Fabio Fognini fez comentários sarcásticos sobre o torneio
Foto: YouTube / Reprodução

No vídeo, publicado na conta oficial de Fognini no Twitter, ele aparece fantasiado concedendo uma "entrevista" a Kas. O alemão cita o episódio ocorrido na Quadra 2 do Ginásio Mauro Pinheiro, uma das sedes do torneio. Na quarta, ele foi punido na partida de duplas contra Fognini e Simone Bolelli com a penalização automática de um ponto após dizer as palavras "quadra de m...", conforme contou em entrevista exclusiva ao Terra.

"O que me causou o penalty point?", pergunta Kas a Fognini, em inglês, no vídeo. "Porque ele falou que a quadra era realmente, realmente boa, muito bela", responde o italiano.

Muitas risadas são ouvidas durante as imagens, o que indica que mais pessoas estavam presentes no momento da gravação, embora elas não sejam mostradas. Na despedida, o alemão ainda afirma: "Fabio, muito obrigado, nos vemos". O italiano completa: "tchau, amamos o Brasil!".

Segundo informações da assessoria de imprensa do Brasil Open, a Associação dos Tenistas Profissionais (ATP) divulgou que conversaria com Fognini a respeito do conteúdo do vídeo. Caso fosse necessário, um comunicado seria veiculado.

Penalizados na derrota para Fognini e Bolelli, Kas e seu parceiro, o também alemão Dustin Brown, foram dois dos jogadores que reclamaram de forma mais veemente contra as quadras do torneio, que é sediado no Conjunto Desportivo Constâncio Vaz Guimarães e tem como arena principal o Ginásio do Ibirapuera. Durante a semana, outros jogadores fizeram protestos parecidos.

Nesta quinta, a mesma quadra onde ocorreu a partida de duplas reunindo Fognini e Kas teve interrompidas as atividades programadas para a realização de manutenção no local, segundo a assessoria de imprensa do evento. A previsão é que ela retorne ao funcionamento normal na sexta-feira.

<p>Dustin Brown e Christopher Kas reclamaram da quadra do Brasil Open e foram punidos durante jogo de duplas</p>
Dustin Brown e Christopher Kas reclamaram da quadra do Brasil Open e foram punidos durante jogo de duplas
Foto: Fernando Borges / Terra

Em entrevista depois do episódio, Kas se dizia “muito desapontado” por receber o que, segundo ele, foi a primeira advertência da carreira como profissional. O alemão, 32 anos e 70° colocado do ranking mundial de duplas, ainda afirmou que admirava o esforço das pessoas que trabalhavam na melhora das quadras, mas lamentou as condições do saibro, alegando que Brown tropeçou na linha no decorrer do jogo e "quase se machucou".

Na quarta, Roberto Burigo, gerente geral do Brasil Open, disse ao Terra que houve um problema com goteiras no Mauro Pinheiro, o que atrasou a finalização das quadras. Ele ressaltou que um trabalho de "raspagem, nivelamento e troca do pó de telha que fica por cima" é feito entre os jogos e todas as noites por funcionários encarregados da manutenção.

No mesmo dia, Armando de Fanti, gerente da Brascourt, empresa contratada pela Koch Tavares, promotora do Brasil Open, para montar as quadras, foi questionado pela reportagem sobre as condições das quadras do torneio. Ele as considerou como "normais": “não vou dizer que está 100% porque nunca está, mas estamos fazendo o máximo possível para deixar melhor para os jogadores”.

A reportagem enviou requisições formais para entrevistar, sobre as condições das quadras, o supervisor da ATP que está no Brasil Open, o sueco Lars Graf, mas não teve sucesso. Nesta quinta, recebeu a informação de que Graf não se pronunciaria acerca do assunto. Um porta-voz afirmou que a entidade "está trabalhando junto ao torneio para melhorar as condições das quadras".

Fonte: Terra
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