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O drama de Gustavo Kuerten começou bem antes de fevereiro de 2002, quando ele fez a cirurgia no quadril direito. Por 10 meses ele tentou contornar a dor no local. Depois da operação, Guga venceu apenas dois torneios: Aberto do Brasil 2002 e Torneio de Auckland 2003.
O fisioterapeuta da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais) Per Bashtholt acompanhou todo o processo - foi o primeiro profissional que examinou o catarinense. "Depois, se eu não estava junto a ele, nos torneios, ligava para saber como estava. A dor ia e voltava. Mas cada vez que voltava era mais intensa."
O dinamarquês contou que Guga pensou até em mudar sua programação para evitar a operação. "Ele queria jogar mais no saibro e menos na quadra rápida, que desgasta mais."
Porém, o fisioterapeuta reparou a gravidade do caso logo no começo. "Fui favorável à operação. Ele era contra. É sempre uma grande decisão para os atletas."
Logo depois da cirurgia, segundo o fisoterapeuta, os jogadores não sentem mais nada no local. Por isso precisam ser "segurados", pois voltar à atividade pode causar lesão em outros locais, já que a tendência é da pessoa tentar transferir a carga do movimento para outras regiões. Isso pode causar machucados em joelhos ou pernas, por exemplo. "O Norman ( sueco Magnus Norman), por exemplo, ficou um bom tempo de muletas. O Guga fez uma recuperação no tempo ideal."
Em uma de suas entrevistas durante o Brasil Open, Guga falou que conversa bastante com Bashtholt. A tentativa é ganhar velocidade nas pernas. O dinamarquês afirmou que não passa nada em especial ao catarinense. As instruções são as mesmas que as dadas a outros tenistas.
De acordo com o fisioterapeuta, Kuerten está totalmente curado da cirurgia. "Ele agora sente dores normais de atletas. E, claro, como todo esportista de alto nível, está sujeito a novas lesões, mas que não estão ligadas ao quadril."
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