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Prevaleceu a experiência na final do Brasil Open 2003 e o holandês Sjeng Schalken conquistou o título após a vitória sobre o alemão Rainer Schuettler, por 2 sets a 0, parciais de 6/2 e 6/4, em 1h18 de jogo. Número 13 do ranking mundial e cabeça-de-chave número 2, Schalken não deu chances ao oitavo do mundo e cabeça 1 do torneio encerrado neste domingo, no litoral norte da Bahia.
O campeão fatura 175 no ranking de entradas da ATP e 35 pontos na Corrida dos Campeões, além de embolsar US$ 52 mil do total de US$ 380 mil distribuídos em premiação. O vice ganha 120 pontos na lista de entradas e 24 na Corrida, mais um prêmio de US$ 30 mil.
Em sua 12ª decisão, este foi o nono título da carreira de Schalken, que neste ano também foi campeão em s´Hertogenbosch (Holanda) e do challenger de Praga (República Tcheca). O continente africano é a única região do mundo onde o holandês ainda não foi campeão. Ele já venceu em Valência (95), Estocolmo (2001) e s´Hertogenbosch (2002 e 2003), na Europa; Jacarta (96) e Tóquio (2000), na Ásia; Boston (97), na América do Norte; e Auckland (99), na Oceania.
O holandês não esperava conquistar o Brasil Open. "Num torneio onde havia Guga, Schuettler e Gonzalez, não poderia me incluir entre os favoritos", garantiu, com humildade, o número 13 do ranking. O campeão admitiu que a vitória na primeira rodada, em cima do francês Cyril Saulnier, foi decisiva: "Me sentia mentalmente cansado e estava muito calor. Depois que venci, aí percebi que teria um novo torneio pela frente".
A vitória sobre o alemão Rainer Schuettler, a quarta que obtém em cinco confrontos, tem um segredo: a paciência. "O negócio é colocar sapatos de corrida", brincou. "Temos estilos muito parecidos", avaliou mais seriamente. "Se um ataca, o outro contra-ataca e passa. Por isso, é de se esperar longas trocas de bola. Vence quem tiver mais paciência".
Ele acha que ter vindo no ano passado, quando caiu logo na segunda rodada, foi uma experiência importante. "Novamente, eu cheguei cansado da viagem e do US Open, mas agora sabia o que esperar. Por isso, trouxe minha noiva Ricky - ainda mais pela beleza do lugar - que foi um apoio importante". Os dois se casam no dia 21 de novembro.
O simpático holandês considera que este foi seu título mais importante da temporada, porque o de s´Hertogenbosch não tinha um top 10. Mas ele acha difícil voltar em 2004 porque "vão mudar o piso e a data". Mas ainda espera o dia em que terá seu lugar entre os 10 melhores tenistas do planeta. O campeão do Brasil Open chegou bem perto disso em abril deste ano, quando figurou no 11º lugar. "Esse é meu principal sonho no momento", garantiu ele, que reclamou da sorte. Com três quartas-de-final e uma semifinal em eventos de Grand Slam, ele sempre acabou perdendo para o eventual campeão. "Estou cruzado com o cara errado", brincou.
Ele está cético quanto a suas chances de disputar a Masters Cup de novembro, em Houston. "Existe uma chance, mas sinceramente não acho que ela seja grande. Teria de ganhar pelo menos um dos dois últimos Masters Series", avalia. Ainda assim, ele disputa cinco torneios importantes até o final da temporada, em Moscou, Viena, Madri, Estocolmo e Paris.
Schuettler, por sua vez, vive a melhor temporada como profissional. Foi vice no Aberto da Austrália, semifinalista nos Masters Series do Canadá, Indian Wells e Cincinnati, e também no Torneio de Sydney. Em quatro finais que disputou em toda a carreira, o alemão faturou os títulos de Doha (99) e Xangai (2001).
O alemão reconheceu a superioridade do campeão. "Ele foi mais consistente o tempo todo. Foi um jogo muito difícil pra mim. Tive uma partida dura na semifinal contra o Guga, enquanto o Schalken nem precisou jogar a partida inteira da semi (o paraguaio Ramón Delgado abandonou contundido no início do segundo set)", comentou Schuettler, que vai defender a Alemanha contra Belarus no próximo final de semana pelos playoffs da Copa Davis.
Bem perto da vaga na Masters Cup, onde está em sexto lugar da Corrida dos Campeões, o alemão joga agora em Tóquio, Lyon, Madri, St. Petersburgo e Paris.
O Brasil Open 2003 é uma realização da Octagon Koch Tavares, com patrocínio de Banco do Brasil, Ourocard e Visa. O apoio é de Campari, Mc Donald´s e Olympikus. TAM é a transportadora oficial do evento. Para informações atualizadas sobre o torneio, acesse o site oficial www.terra.com.br/brasilopen.
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