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Brasil Open
Domingo, 14 de setembro de 2003, 15h43 
Duas surpresas em torneio marcado pela lógica
 
Vicente de Aquino
Direto da Costa do Sauípe
 
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O Brasil Open foi um torneio onde a lógica, mais do que qualquer outra coisa, prevaleceu. Apenas duas grandes surpresas aconteceram. A final foi entre os cabeças 1 e 2. Rainer Schuettler (número 1) e Sjeng Schalken (o dois). O brasileiro Gustavo Kuerten, semifinalista, era o número 3 e foi derrubado pelo vice-campeão.

A queda do chileno Fernando González, cabeça quatro, frente ao americano Eric Taino, logo na primeira rodada, e a chegada do argentino Gastón Etlis, que veio do qualifying, à semifinal foram as chamadas zebras da competição.

Guga queria ir mais longe. Sonhou com o bicampeonato na Bahia e com seu segundo título na temporada 2003. Esteve muito perto disso, mas não conseguiu passar por Schuettler. Perdeu em pequenos detalhes, mas recuperou a auto-confiança. Voltou a ter, como ele mesmo disse, alegria de jogar tênis.

Schuettler chegou como um dos maiores favoritos. Mas acabou parando no rival Schalken. Em cinco partidas entre os dois, o alemão perdeu quatro. Já o holandês não se considerava um candidato ao título. Sofreu muito na primeira rodada para bater o francês Ciryl Saulnier. Chegou à final meio no tranco, mas jogou um tênis de alto nível na decisão. E surpreendeu.

Decepção mesmo ficou por conta de Fernando González. Não treinou bem, parecia estar um pouco desconcentrado. E isso foi fatal. Na estréia contra Eric Taino, se mostrou cansado. Taino correu muito, batalhou, jogou um tênis operário, mas eficiente. E despachou o chileno.

Já Gastón Etlis veio do qualifying. Ninguém prestava muita atenção no argentino que, em simples, não havia passado da segunda rodada nos torneios que disputou em 2003. Etlis foi jogando e vencendo. Ganhou confiança e apareceu na semifinal. Para jogar contra o futuro campeão. Faltou gasolina, segundo duas próprias palavras. Mas o argentino, na verdade, já havia ido longe demais.

Entre os brasileiros, somente Guga e Ricardo Mello brilharam. Os dois fizeram a partida das quartas-de-final. E Guga seguiu em frente, mas Mello fez jogos brilhantes na Costa do Sauípe. Flávio Saretta não foi bem. Chegou falando até em título, mas caiu nas oitavas-de-final diante do bom jogo do paraguaio Ramón Delgado.

Franco Ferreiro caiu na primeira rodada, mas fez uma partida eletrizante contra o dinamarquês Kenneth Carlsen. Perdeu no tie-break do terceiro set (13 a 11) e deixou boa impressão. Marcos Daniel deu azar: estreou contra Flávio Saretta e não resistiu. André Sá perdeu na primeira rodada para o vice-campeão Schuettler. E Júlio Silva, que veio do qualifying, acabou indo para casa mais cedo após ser derrotado pelo austríaco Werner Eschauer.
 

Redação Terra
 
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