| Reinaldo Marques/Terra |
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| Guga comemora a volta à boa fase |
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"Aqui eu reencontrei a alegria de jogar tênis. Minha semana foi ótima. Eu gostaria de ter chegado à final para tentar o bicampeonato, mas não deu. Mas há alguns meses eu não conseguia três vitórias seguidas. Recuperei a confiança". A frase retrata bem o espírito de Gustavo Kuerten, o Guga, logo depois de ser eliminado pelo alemão Rainer Schuettler do Brasil Open.
O tenista brasileiro vinha sofrendo derrotas em primeiras rodadas que abalaram a sua auto-estima. Foi assim no Masters de Montreal e no US Open. Com apenas um título em 2003, Kuerten chegou a afirmar que não sentia mais alegria em jogar uma partida intensa de tênis.
Mas no Brasil, a situação mudou. Guga defendeu a importância de mais torneios dentro do país e acredita que se isso acontecesse, as coisas seriam bem mais fáceis para ele: "É difícil encarar língua e costumes diferentes, dormir longe de casa, ficar distante dos amigos", explicou.
Com apenas um título na temporada, no primeiro torneio do ano disputado na Nova Zelândia, Gustavo Kuerten chegou com muita vontade à Bahia. Treinou duro, chamou seu treinador Larri Passos, em entrevista exclusiva ao Terra, de gênio e disse, com todas as letras, que está muito longe da aposentadoria.
"Espero que o pessoal não esteja cansado de mim. Vou voltar ao meu ritmo normal. Levantar mais títulos é o meu próximo objetivo. Todo o trabalho que faço visa essa situação. Eu adoro jogar tênis, mas só preciso jogar de forma agressiva, como sempre fiz. É assim que fiz sucesso.É assim que devo continuar a ser", explicou.
Na verdade, o Brasil Open apresenta um saldo positivo na carreira de Kuerten. Ele entrou em baixo astral, abalado com os resultados ruins dos últimos torneios, mas saiu de cabeça em pé, de alma lavada. Eliminado na semifinal, mas com a certeza de que cumpriu bem o seu dever.
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