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Brasil aposta em calor e pressão da torcida contra russos

13 set 2012
15h30
atualizado às 16h55

O clima quente deve ser um dos principais aliados do Brasil no duelo com a Rússia pelos playoffs do Grupo Mundial da Copa Davis, em São José do Rio Preto. Não apenas a alta temperatura do interior paulista, que deve superar os 30ºC durante os dias de confronto, fato visto com bons olhos pelos integrantes do time nacional, mas também a pressão da torcida sobre os adversários.

Bellucci vai enfrentar Teimuraz Gabashvili e Igor Andreev em São José do Rio Preto
Bellucci vai enfrentar Teimuraz Gabashvili e Igor Andreev em São José do Rio Preto
Foto: AFP
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Na Copa Davis, o público se manifesta mais livremente do que na maioria dos torneios do circuito mundial e muitas vezes é preponderante na atuação de um time. Em abril, o Brasil derrotou a Colômbia na final do Zonal Americano da competição, contando com gritos e cantoria dos torcedores na arquibancada, o que acabou deixando os atletas adversários irritados e desconcentrados.

"Se estão preocupados com o tempo quente, a batata deles vai assar. Mas o clima pior vai ser dentro da quadra, com a torcida na arquibancada botando pressão o tempo inteiro, fazendo barulho. Óbvio que eles não estão acostumados a jogar com um calor tão forte, mas a questão do clima faz parte de um todo maior", avaliou o capitão brasileiro João Zwetsch.

Antes mesmo dos duelos em Rio Preto começarem, a equipe russa já se mostra preocupada em atuar sob o forte calor da cidade. O capitão do time, Shamil Tarpischev utilizou o clima como justificativa para não escalar para os jogos de simples Alex Bogomolov Jr, 90º colocado do ranking mundial, e optar por Igor Andreev, 96º da lista da ATP, e Teymuraz Gabashvili, dono apenas da 163ª posição do mundo.

"É preciso entrar em quadra e impor nossa condição, jogar com confiança e personalidade. O jogo é longo, são cinco sets e isso vai fazer a diferença. Se por ventura, o clima está incomodando um pouco eles, ótimo", disse Zwetsch.

O confronto entre brasileiros e russos em Rio Preto vale uma vaga no Grupo Mundial da Davis, elite do tênis mundial, na próxima temporada. O Brasil está fora da chave principal da competição desde 2003 e perdeu nos playoffs nos últimos seis anos. Em 2011, o adversário foi justamente a Rússia, que venceu o confronto disputado em Kazan por 3 a 2.

Na temporada passada, a classificação esteve próxima, mas escapou. Agora, em casa, o duplista Bruno Soares acredita que o apoio do torcedor pode ser decisivo para motivar os jogadores brasileiros, mesmo em momentos complicados das partidas contra o time da Rússia, tão frio quanto o inverno do país, segundo o mineiro.

"A torcida é o diferencial, dependendo do momento do jogo, consegue tirar o adversário. Os colombianos são jogadores experientes e se perderam um pouco, isso ajudou demais o Brasil. Pelo o que a gente está ouvindo, vai ter ainda mais gente. Eles são frios, mas sempre tem a chance de se descontrolarem um pouquinho. Muitas vezes, não atrapalha eles, mas ajuda mais a gente", avaliou o duplista, que na última semana se sagrou campeão de duplas mistas do Aberto dos Estados Unidos em parceria justamente com uma russa, Ekaterina Makarova.

O confronto em Rio Preto será aberto às 15h (de Brasília) desta sexta-feira com o duelo entre Rogério Dutra Silva e Igor Andreev. Na sequência, Thomaz Bellucci, número 1 do Brasil, pega Teymuraz Gabashvili. No sábado, ocorrem os jogos de duplas com os times formados por Marcelo Melo e Bruno Soares e Alex Bogomolov Jr e Stanislas Vovk. No domingo, último dia do duelo, Bellucci enfrenta o primeiro jogador do time russo e Rogerinho pega o primeiro adversário de seu compatriota.

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