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Na torcida por Cazaquistão, Soares analisa possíveis rivais na Davis

18 set 2012
20h28
atualizado às 21h25
Bruno Bonsanti
Henrique Moretti

Com seis vitórias em sete partidas de duplas disputadas, Bruno Soares tem sido uma garantia do Brasil na Copa Davis. O mineiro, 30 anos e número 23 do mundo no ranking da modalidade, sabe que os adversários ficarão mais difíceis agora que o País encerrou um jejum de nove anos para retornar ao Grupo Mundial da competição. Ele segue, porém, confiando na parceria com Marcelo Melo como um diferencial do time capitaneado por João Zwetsch.

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"Tanto eu quanto o Marcelo priorizamos a Davis e estamos jogando muito bem juntos. Estamos entrando para a elite agora, o pessoal é do mais alto nível possível, mas com certeza (a dupla) é um dos nossos pontos fortes", afirma Bruno Soares, em entrevista por telefone concedida ao Terra nesta terça-feira.

No último fim de semana, o Brasil sacramentou a volta ao Grupo Mundial da competição ao superar por 5 a 0 a Rússia, no saibro de São José do Rio Preto. Bruno aguarda o sorteio, a ser realizado em Londres às 7h (de Brasília) desta quarta-feira, para conhecer o oponente que o time verde e amarelo enfrentará na primeira rodada da Davis em fevereiro de 2013.

Como o 16º colocado do ranking da competição, o País encara um dos oito cabeças de chave, podendo estrear, por exemplo, contra um dos finalistas do torneio deste ano: Espanha ou República Checa. As outras opções são Argentina, Sérvia, França, Estados Unidos, Croácia e Cazaquistão - este último seria o rival preferido do atual campeão do Aberto dos Estados Unidos em duplas mistas, ao lado da russa Ekaterina Makarova.

"Acho que seria legal pegar um time mais fraco no começo, o ideal seria jogar em casa com uma equipe mais acessível, mas é complicado. A elite, como o próprio nome diz, é a elite", discursa Soares, lembrando que o Brasil passou a integrar o rol das 16 seleções mais fortes do planeta.

Veja a seguir a análise de Bruno Soares de cada possível adversário do Brasil na primeira rodada do Grupo Mundial da Copa Davis. O mando do confronto é exatamente o contrário do último realizado - caso as equipes jamais tenham se enfrentado no evento desde 1970, um novo sorteio será feito na mesma quarta-feira para saber quem terá o direito de escolher o local das partidas.

Espanha - 1º lugar do ranking - em casa
"Um confronto duríssimo. Para mim o mais difícil deles principalmente se o (Rafael) Nadal (número 4 do mundo em simples) jogar. É complicado, preferiria evitar. Quem sabe em uma segunda rodada".
Retrospecto: Espanha 5 x 2 Brasil
Último confronto: Espanha 2 x 3 Brasil (Lérida, Espanha, saibro descoberto, em 1999)

República Checa - 2º lugar do ranking - em casa
"É um time muito forte, mas acho que o Brasil tem condição de bater de frente, principalmente jogando em casa".
Retrospecto: República Checa 3 x 1 Brasil
Último confronto: República Checa 4 x 1 Brasil (Ostrava, República Checa, carpete coberto, em 2002)

Argentina - 3º lugar do ranking - fora de casa
"Para mim também é duríssimo. Uma grande potência principalmente fora de casa. Eles jogam sempre com um público muito grande, com 10 ou 15 mil pessoas".
Retrospecto: Argentina 5 x 2 Brasil
Último confronto: Brasil 1 x 4 Argentina (São Paulo, Brasil, saibro descoberto, em 1980)

Sérvia - 4º lugar do ranking - sorteio
"Caindo em casa já acho que é muito complicado. O (Novak) Djokovic (número 2 do mundo em simples) é uma força muito grande, ele garantindo os dois pontos deles teríamos de ganhar os outros três. Com o (Janko) Tipsarevic (número 9 do mundo em simples) ainda, é uma das grandes potências da Copa Davis".
Retrospecto: Brasil 1 x 0 Iugoslávia (não conta para efeito de mando pois o confronto foi realizado antes de 1970)
Último confronto: Iugoslávia 2 x 3 Brasil (Zagreb, Iugoslávia, em 1967)

França - 5º lugar do ranking - fora de casa
"Muito complicado. Até acho que dentro de casa é um país que conseguimos encarar. Fora de casa vão colocar um piso mais rápido, e são grandes jogadores que atuam nesse piso".
Retrospecto: França 3 x 2 Brasil
Último confronto: Brasil 4 x 1 França (Florianópolis, Brasil, saibro descoberto, em 2000)

Estados Unidos - 6º lugar do ranking - fora de casa
"Também muito complicado. Tem dois bons jogadores de simples e a dupla número 1 do mundo (os gêmeos Mike e Bob Bryan). É um confronto muito duro e mais ainda fora de casa".
Retrospecto: Estados Unidos 3 x 1 Brasil
Último confronto: Brasil 1 x 4 Estados Unidos (Ribeirão Preto, Brasil, saibro descoberto, em 1997)

Croácia - 7º lugar do ranking - em casa
"Esse é um país que a gente pode encarar e sair com a vitória. Tem um grande número 1, o Marin Cilic (número 13 do mundo em simples) e outros bons jogadores, mas com certeza seria um país contra o qual a gente teria chances de ganhar".
Retrospecto: Croácia 1 x 0 Brasil
Último confronto: Croácia 4 x 1 Brasil (Zadar, Croácia, quadra dura coberta, em 2008)

Cazaquistão - 8º lugar do ranking - sorteio
"Acho que o Cazaquistão é a nossa melhor chance tanto em casa quanto fora. Tem grandes jogadores, mas nossa equipe pode bater de frente com eles".
Último confronto: os países jamais se enfrentaram

Cazaquistão, que conta com Mikhail Kukushkin (foto), pode enfrentar Brasil na abertura da Davis em 2013
Cazaquistão, que conta com Mikhail Kukushkin (foto), pode enfrentar Brasil na abertura da Davis em 2013
Foto: AFP
Fonte: Terra
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