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Não há critério na escolha do capitão, critica ídolo argentino

23 nov 2012
15h25
atualizado às 21h26

Maior tenista da história da Argentina, Guillermo Vilas criticou o método de escolha do capitão da equipe albi-celeste na Copa Davis. Segundo o dono de quatro torneios Grand Slam, Martín Jaite não seria o nome mais qualificado para comandar o time de seu país.

Guillermo Vilas se consagrou na Argentina quando era tenista
Guillermo Vilas se consagrou na Argentina quando era tenista
Foto: Getty Images

"Aqui na Argentina não há critério para a eleição do capitão, é sempre o amigo de um amigo de um amigo. O tênis tem um sistema que não pode ser mudado. A figura do capitão é de alguém que já jogou tênis, ganhou títulos e se aposentou", questionou, em palestra no Congresso de Líderes Esportivos, realizado em Buenos Aires.

Aos 60 anos, o veterano inclusive colocou-se à disposição para comandar a equipe argentina na próxima edição da Davis. "Devemos seguir uma escala, que aqui não é respeitada. Isso é feito em todos os países, como os Estados Unidos. Eu teria que ser o capitão, no momento. Foi uma lástima os anos em que estivemos na segunda divisão. Mas não querem me colocar", reclama.

Vilas ainda disparou contra as declarações de Arturo Grimaldi, presidente da Federação Argentina de Tênis. Para o mandatário, faltou espírito de equipe para a equipe nacional na Davis deste ano. "Espírito de equipe? Nos falta espírito de equipe e me inclui nisso. O tênis é um esporte individual e o circuito é muito duro. Todos os jogadores argentinos jogam bem e quando vão para a quadra jogam por eles", afirma.

Apesar de criticar o momento ruim da Argentina na Copa Davis, Vilas ressaltou que a torcida do país deve valorizar mais outros torneios que considera mais importante que a disputa por equipes nacionais.

"A Davis é um grande evento, muito importante para o país porque todos querem que ganhemos. Mas os Grand Slam e os Masters são muito mais importantes para o circuito", conclui.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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