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Oncins vê Brasil como francoatirador diante dos Estados Unidos

20 set 2012
07h00
atualizado às 08h11

O Brasil chegou duas vezes à semifinal da Copa Davis, em 1992 e 2000, e ambas com Jaime Oncins na equipe. Atualmente trabalhando como técnico do português Gastão Elias, o ex-tenista paulista viu com alegria o retorno do time nacional ao Grupo Mundial da competição e acha que o País entra como francoatirador no duelo da primeira rodada com os Estados Unidos, fora de casa em fevereiro.

Apesar de os ingressos do confronto entre Brasil e Rússia, válido pela repescagems do Grupo Mundial da Copa Davis, darem direito aos três dias de partida, poucos torcedores assistiram neste domingo à vitória de Thomaz Bellucci sobre Alex Bogomolov Jr. Com o confronto já definido a favor do time da casa no sábado, as arquibancadas tinham espaços vazios quando o tenista paulista anotou 2 sets a 0, com parciais de 7/6 (7-4) e 6/3, sobre o russo e marcou o quarto ponto nacional no duelo
Apesar de os ingressos do confronto entre Brasil e Rússia, válido pela repescagems do Grupo Mundial da Copa Davis, darem direito aos três dias de partida, poucos torcedores assistiram neste domingo à vitória de Thomaz Bellucci sobre Alex Bogomolov Jr. Com o confronto já definido a favor do time da casa no sábado, as arquibancadas tinham espaços vazios quando o tenista paulista anotou 2 sets a 0, com parciais de 7/6 (7-4) e 6/3, sobre o russo e marcou o quarto ponto nacional no duelo
Foto: EFE

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O sorteio que definiu os duelos de primeira rodada da Copa Davis foi realizado nesta quarta-feira. Ausente do Grupo Mundial nos últimos nove anos, o Brasil deu azar em seu retorno e caiu longe de seus domínios contra a forte equipe americana, semifinalista deste ano.

"Tem que encarar. A responsabilidade está toda em cima dos Estados Unidos. Isso ajuda você a jogar solto. Com certeza o piso vai ser rápido, não vão jogar no saibro, o que dificulta um pouco, mas o Brasil tem que entrar como francoatirador e acreditar que pode ganhar", avaliou o ex-tenista de 42 anos de idade. "O sorteio foi complicado, mas nunca se sabe. Na Davis acho que pode acontecer qualquer coisa".

No total, Oncins defendeu o Brasil em 37 partidas da Copa Davis, com 23 vitórias e 14 derrotas. Nas duas campanhas em que o país alcançou as semifinais, em 1992 e 2000, era uma das estrelas do time.

No último fim de semana, no entanto, o paulista pouco assistiu às vitórias do Brasil contra a Rússia em São José do Rio Preto, que selaram o retorno do país ao Grupo Mundial após nove anos de ausência. Trabalhando, viu apenas trechos dos jogos, mas comemorou o resultado obtido por Thomaz Bellucci, Rogério Dutra Silva e os duplistas Marcelo Melo e Bruno Soares.

"Putz, acabei não vendo porque estava trabalhando. Vi só o finalzinho do jogo de duplas, mas acho que o resultado valeu, é o que todo mundo estava buscando. É importante para todo mundo que trabalha com tênis no Brasil, vai ter uma visibilidade maior", explicou.

Apesar de seu histórico vitorioso na Copa Davis, Jaime Oncins ainda guarda uma frustração em relação à competição. Em 2004, ele foi nomeado capitão do Brasil, mas renunciou logo em seguida diante do boicote dos jogadores, insatisfeitos com a decisão de Nelson Nastás, então presidente da Confederação Brasileira de Tênis (CBT), de demitir Ricardo Acioly.

Trabalhando com o português Gastão Elias, que aparece na 171ª colocação do ranking mundial, ele garante não ter mais ambições de ser comandante do time nacional, posto de João Zwetsch. "Isso eu não penso. Agora minha preocupação é mais fazer o trabalho com o Gastão e sem pensar em Davis", afirmou.

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