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Djokovic joga favoritismo para Guga: "ganhou Roland Garros 3 vezes"

16 nov 2012
14h29
atualizado às 15h06
André Naddeo
Direto do Rio de Janeiro

Novak Djokovic é o atual tenista número um do mundo. São cinco títulos de Grand Slam (três do Aberto da Austrália, um em Wimbledon e outro do Aberto dos EUA), 13 conquistas de torneio ATP e uma medalha de bronze olímpica. Nunca, porém, o sérvio sagrou-se campeão em Roland Garros, disputado em torneio de saibro, mesmo piso do desafio contra ex-número um do mundo, o brasileiro Gustavo Kuerten, neste sábado, às 18h30 (de Brasília) no ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro.

Por este motivo, Djokovic, bem-humorado como de costume, jogou todo o favoritismo para Guga, já aposentado das quadras há mais de cinco anos. "Estou feliz e agradecido. Eu tenho que dizer que não acreditava que poderia jogar contra você. Meu desejo se tornou verdade, e você é o favorito, você ganhou três vezes Roland Garros", disse, irreverente como sempre, e arriscando algumas palavras em português. "Obrigado por estar aqui, é um grande prazer para mim estar no Rio", disse, com boa pronúncia, no início da entrevista para divulgar a partida entre o brasileiro e o sérvio.

Com o mesmo carisma, e ironia, Guga foi bem direto ao ponto. "Ontem (quinta-feira) me perguntaram: 'como você vai surpreender o Djokovic?' Poxa, se nem o Federer, nem o Murray conseguem, como é que eu vou surpreender? Vamos ver se no futebol, se o Pet montar um time bom para mim, quem sabe eu não consigo", disse o brasileiro.

Após o desafio de domingo, Guga e Djokovic vão ao Estádio do Engenhão, também no Rio de Janeiro, participar de uma partida amistosa que envolverá astros do futebol brasileiro, como Romário, Bebeto e Zico, além do próprio Petkovic, ídolo do Flamengo, e organizador da vinda do atual número um do tênis ao Brasil.

Em clima de troca total de elogios, o sérvio, que também ajudou a popularizar o tênis em seu país, a exemplo do que ocorreu com Guga há uma década no Brasil, lembrou do dia em que "bateu bola" com o brasileiro, e ainda longe da fama atual, tirou fotos e tietou o então ocupante do topo do ranking da ATP.

"Eu ainda tenho as fotos da gente, coisa de 10 anos atrás. Claro que eu lembro dele ganhando em Roland Garros, e o que eu mais me lembro foi ele desenhando o coração na quadra (no torneio em que sagrou-se tricampeão), aquilo me emocionou e inspirou muito. Por ser uma questão de personalidade", explicou o sérvio.

"A maioria das pessoas viram que você tinha um bom coração. Depois daquilo, eu consegui ter uma boa carreira, e tenho a oportunidade de jogar contra você. Pela primeira vez, não, segunda, desculpa, estou estressado. Você é muito mais experiente", completou, arrancando risadas dos jornalistas e demais presentes.

Na opinião de Djokovic, recém-campeão do ATP Finals ao bater na final o suíço Roger Federer (2 sets a 0), o Brasil, com a chegada de eventos como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, tem totais condições de sediar um evento de grande porte do tênis mundial.

"O Brasil merece muito um torneio como esse, já está vindo a Copa e a Olimpíada, então, está mais do que provada a capacidade", opinou o sérvio, que na parte da tarde, ainda deste sábado, bate bola com Guga na quadra de tênis da favela da Rocinha, na zona sul do Rio. É a primeira da modalidade a ser inaugurada em uma comunidade ocupada por uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).

Ao lado de Petkovic, Guga e Djokovic promoveram o jogo exibição de sábado
Ao lado de Petkovic, Guga e Djokovic promoveram o jogo exibição de sábado
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Fonte: Terra
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