2 eventos ao vivo

Djokovic tem amplo domínio em simples, e Marcelo Melo é número 1 nas duplas

28 dez 2015
21h38
  • separator
  • 0
  • comentários

O ano de 2015 ficará na história do tênis como um dos de maior domínio de um atleta no circuito, caso do sérvio Novak Djokovic, dono de 11 títulos em 16 torneios disputados, e também como aquele em que aconteceu a volta de um brasileiro à liderança do ranking, desta vez nas duplas.

Djokovic não deu a menor chance à concorrência e terminou a temporada como número 1 do mundo pela quarta vez na carreira, agora com uma soberania poucas vezes vista na modalidade. Foram 88 partidas disputadas e apenas seis derrotas.

No auge da carreira aos 27 anos, 'Nole' obteve marcas importantes em 2015. Além dos 93% de vitórias, o sérvio se tornou o primeiro a obter seis taças de Masters 1000 - Indian Wells, Miami, Monte Carlo, Roma, Xangai e Paris. Ele ainda foi vice dos outros dos torneios com essa chancela, em Montreal e Cincinnati, e ficou de fora em Madri.

Nos Grand Slams, 'Djoko' esteve perto de fechar o chamado 'calendar slam', já que venceu Aberto da Austrália, Wimbledon e US Open. Contudo, o feito histórico, obtido pela última vez pelo australiano Rod Laver em 1969, foi impedido pelo suíço Stan Wawrinka, que com uma atuação praticamente impecável bateu o sérvio de Virada na final de Roland Garros.

Das seis derrotas, três foram para Roger Federer, nas finais do ATP 500 de Dubai e do Masters 1000 de Cincinnati e na fase de grupos do ATP Finals, embora na decisão o sérvio tenha dado o troco.

Federer não realizou o sonho de conquistar o 18º título de Grand Slam da carreira, batendo na trave em Wimbledon e no US Open, em que foi vice. Nem por isso, contudo, sua temporada pode ser considerada ruim, já que foram conquistados seis troféus.

O suíço terminou o ano em terceiro lugar do ranking, atrás de Djokovic e também de Andy Murray, que, aos 27 anos, teve a melhor temporada da carreira. O britânico foi vice do Aberto da Austrália e obteve quatro títulos, incluindo os Masters 1000 de Madri, no saibro, que não é sua especialidade, e de Montreal.

O ápice de Murray no ano, porém, foi a participação na Copa Davis, em que foi determinante para a Grã-Bretanha sair de uma fila de 79 anos. Ele disputou 12 partidas, oito de simples e quatro de duplas ao lado do irmão Jamie, e venceu todas.

Quem teve um ano para esquecer foi Rafael Nadal. O 'Touro Miúra' passou sem Grand Slam e Masters 1000 pela primeira vez na carreira desde 2004 e terminou 2015 com o pior ranking desde então, em quinto lugar. Ao menos obteve resultados razoáveis na temporada indoor, como o vice no ATP 500 da Basileia e as semifinais do ATP Finals, o que deixou uma ponta de esperança em seus torcedores por um 2016 melhor.

Nas duplas, o melhor do mundo no ano é brasileiro. Marcelo Melo superou os irmãos Bob e Mike Bryan, que dominam o circuito há mais de uma década, e fechou a temporada no topo da lista, repetindo feito realizado por Gustavo Kuerten em simples em 2000.

A trajetória começou de maneira um tanto quanto frustrante, com uma dupla falta em tie-break decisivo nas semifinais do Aberto da Austrália, o que acabou sendo determinante para a eliminação.

Porém, o mineiro não se abateu e conquistou seis títulos com três parceiros diferentes. Faturou o ATP 500 de Acapulco, o Masters 1000 de Paris e Roland Garros - primeiro Grand Slam de um brasileiro desde o tri de Guga em 2001 - ao lado do croata Ivan Dodig, seu companheiro na maior parte das competições; o ATP 500 de Tóquio e o Masters 1000 de Xangai com o sul-africano Raven Klaasen; e o ATP 500 de Viena com o polonês Lukasz Kubot.

Bruno Soares, por sua vez, não fez uma boa temporada, e formou apenas a décima melhor dupla do ano junto do austríaco Alexander Peya. A parceria foi desfeita, e em 2016 o ex-número 3 do mundo jogará ao lado de Jamie Murray.

Outro brasileiro de certo destaque no circuito na temporada de duplas foi André Sá, campeão em Buenos Aires, Nottingham e Umag (Croácia). Com isso, é atualmente o 42º colocado do ranking.

Em simples, os destaques mais uma vez foram Thomaz Bellucci e Teliana Pereira, 37º na lista da ATP e 46ª na da WTA, respectivamente.

Bellucci foi campeão pela quarta vez na carreira, no ATP 250 de Genebra, e alcançou as semifinais em Quito e em Gstaad. Também ficou marcado por jogos duros contra Djokovic, para quem perdeu nos Maters 1000 de Roma, Montreal e Paris. Nos Grand Slams, o destaque foi a presença na terceira rodada do US Open, em que o algoz foi Murray.

Já Teliana quebrou um jejum de 27 anos sem títulos do Brasil no feminino ao triunfar em Bogotá, em abril. Menos de quatro meses depois, abocanhou também o troféu do torneio de Florianópolis.

O circuito da WTA foi mais uma vez dominado por Serena Williams, que esteve muito perto de fechar o 'calendar slam'. A americana foi campeã do Aberto da Austrália, de Roland Garros e de Wimbledon e era ampla favorita no US Open, mas caiu nas semifinais para a italiana Roberta Vinci.

Vinci então fez a final contra a compatriota Flavia Pennetta, que levou a melhor e ainda surpreendeu o mundo após a partida ao anunciar a aposentadoria para o fim da temporada, aos 33 anos.

Na Fed Cup, mesmo com o reforço de Maria Sharapova, a Rússia foi derrotada pela República Tcheca na decisão. A Copa Hopman ficou com a Polônia, que, contando com Agnieszka Radwanska e Jerzy Janowicz, superou os Estados Unidos, de Serena e John Isner.

Radwanska ainda surpreendeu ao conquistar o título do WTA Finals, torneio do qual a mais nova das irmãs Williams abriu mão. No jogo pelo título, a polonesa derrotou a tcheca Petra Kvitova.

EFE   
  • separator
  • 0
  • comentários
publicidade