Primeiro Grand Slam da temporada do tênis, o Aberto da Austrália tem como marca registrada o aparecimento de inúmeras zebras, que tiram proveito do ritmo lento dos principais favoritos e conseguem campanhas impressionantes em Melbourne. Relembre, a seguir, os 20 maiores azarões da era profissional do torneio, que ganharam projeção depois de um desempenho surpreendente ou que simplesmente tiveram seu momento mais glorioso em uma competição deste porte:
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No ano em que dois Abertos da Austrália foram disputados, o inglês John Lloyd, que não era pré-classificado, quase surpreendeu na segunda edição do torneio, em dezembro de 1977. Depois de passar por uma semifinal entre dois azarões e eliminar o qualifier australiano Bob Giltinan, Lloyd deu trabalho na decisão para o americano cabeça 1, Vitas Gerulatis, que só garantiu o título no quinto set
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Chris O'Neill foi a primeira grande zebra da história do Aberto da Austrália feminino e se tornou, em 1978, a primeira mulher a alcançar o título do Grand Slam de Melbourne na era profissional sem ser cabeça de chave. O feito de O'Neill só foi igualado uma vez, quase 30 anos depois, quando a americana Serena Williams se sagrou campeã em 2007 sem ter ficado com nenhuma das 32 cabeças de chave
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Também em 1978, a chave masculina do Aberto da Austrália viu uma grande zebra: o australiano John Marks, que por muito pouco não repetiu o feito de Chris O'Neill. Sem ser cabeça de chave, o anfitrião conseguiu despachar nas semis o americano Arthur Ashe, terceiro favorito, e deu trabalho na final para o argentino Guillermo Vilas (foto), primeiro pré-classificado, que ficou com o título
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Ainda nos anos 1970, o australiano Colin Dibley chamou a atenção na edição do Aberto da Austrália de 1979 e, mesmo sem ser cabeça de chave, alcançou a semifinal. Durante sua campanha, ele eliminou o compatriota Mark Edmonson (foto), que havia sido o campeão três anos antes, e só parou diante do americano John Sadri
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Com um serviço forte e diferenciado, americano Steve Denton conseguiu atingir a decisão do Aberto da Austrália de 1981, após ter entrado no torneio sem cabeça de chave. Seu carrasco na final foi o sul-africano Johan Kriek (foto), quarto pré-classificado. Curiosamente, Denton (já segundo favorito) se deparou com Kriek, cabeça 1, na decisão da esvaziada edição de 1982 e foi novamente derrotado
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O forte saque também ajudou o iugoslavo Slobodan Zivojinovic (nascido na região hoje compreendida pela Sérvia) a partir da 66ª colocação do ranking no início de 1985 para alcançar a semifinal do Aberto da Austrália. O tenista do Leste Europeu, 1,98 m, surpreendeu o mundo ao eliminar o americano John McEnroe nas quartas de final com direito a um 6/0 no quinto set e parar diante apenas do sueco Mats Wilander na semifinal
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O apoio da torcida australiana em 1987 empurrou o local Wally Masur, apenas o 71º do mundo, a eliminar ninguém menos que o alemão Boris Becker, então vice-líder do ranking, nas oitavas de final do Aberto da Austrália. Masur só parou na semifinal diante do sueco Stefan Edberg, que se tornaria o campeão do torneio
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Uma chave relativamente tranquila beneficiou a neozelandesa Belinda Cordwell, que era apenas a 62ª do ranking da WTA no início do Aberto da Austrália em 1989 e conseguiu alcançar a semifinal. Sua algoz foi a checa Helena Sukova (foto), muito mais experiente e que tinha o status de número 6 do mundo
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A alemã Claudia Porwik nunca ganhou um título de simples da WTA na carreira, mas ganhou notoriedade no Aberto da Austrália de 1990; número 63 do mundo, ela se beneficiou do abandono da argentina Gabriela Sabatini (foto), terceira do ranking, que vencia na terceira rodada por 6/2 e 1/0, mas sentiu lesão e deixou a quadra. A germânica ganhou moral para ir até as semis, mas acabou eliminada pela americana Mary Joe Fernandez
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Irmão mais novo do genial John McEnroe, o americano Patrick McEnroe teve seu melhor momento em um Grand Slam em 1991, quando era apenas o 114º do mundo. Naquele torneio, ele pegou uma chave escancarada e, da estreia até as quartas de final, só pegou um tenista entre os 80 melhores do mundo. O sonho do caçula dos McEnroe foi encerrado nas semis, pelo alemão Boris Becker, então vice-líder da lista dos melhores
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O sul-africano Wayne Ferreira tinha só 20 anos quando entrou no Aberto da Austrália de 1992 com o ranking de 46º, mas não se intimidou e avançou até a semifinal - foi eliminado pelo então número 1 do mundo, o sueco Stefan Edberg. Surpreendentemente, já no fim da carreira, ele repetiu a dose em 2003: mais experiente, 31 anos, com um top 10 no currículo e o posto de 39º do planeta, ele perdeu na semi para o americano Andre Agassi, vice-líder do ranking
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A americana Marianne Witmeyer Werdel, que nunca ganhou um título de nível WTA, chamou a atenção em 1995. Então 47ª do ranking, ela superou na estreia daquele Aberto da Austrália a argentina Gabriela Sabatini, sexta do mundo, e ganhou moral para ir até a semifinal, quando se deparou com a Arantxa Sánchez-Vicario. A espanhola, principal favorita ao título, encerrou o sonho da americana
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Um dos melhores duplistas do mundo, o australiano Mark Woodforde surpreendeu na chave individual do Aberto da Austrália de 1996. Apesar de ser somente o 67º do ranking de simples e se deparar com tenistas mais bem colocados na lista, ele contou com o apoio da torcida local e conseguiu ir até a semifinal
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Ainda com cara de jovem, o espanhol Carlos Moya entrou no Grand Slam australiano de 1997 sem ser pré-classificado e mostrou todo o potencial quando, logo na primeira rodada, despachou o alemão Boris Becker, número 6 do mundo. Embalado, ele ainda despachou na semifinal o americano Michael Chang, vice-líder do ranking, e só foi derrotado por Pete Sampras na decisão
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Amelie Mauresmo tinha apenas 19 anos e era a 29ª do mundo quando entrou no Aberto da Austrália de 1999 e surpreendeu tenistas de mais experiência para alcançar a decisão. Naquela campanha, a tenista eliminou inclusive a americana Lindsay Davenport, então líder do ranking, na semifinal. Mauresmo, porém, perdeu na final para a suíça Martina Hingis, segunda melhor do planeta
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Mais do que um azarão, o sueco Thomas Johansson foi um grande sortudo no Aberto da Austrália de 2002. Dez anos atrás, o nórdico, então 16º cabeça de chave, contou com a queda dos principais favoritos do torneio (inclusive Gustavo Kuerten, segundo pré-classificado e com quem poderia se cruzar nas oitavas de final) e só enfrentou um tenista com mais ranking: o russo Marat Safin, nono, na decisão
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O alemão Rainer Schuettler, que chegou a ser quinto do ranking da ATP só fez uma final de Grand Slam na carreira. Em 2003, quando era 31º cabeça de chave na Austrália, ele deixou para trás quatro tenistas com mais ranking (Marat Safin, James Blake, David Nalbandián e Andy Roddick) e só perdeu na decisão para o americano Andre Agassi
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O melhor momento de Marcos Baghdatis no circuito profissional se deu no Aberto da Austrália de 2006. Naquela época aparecendo na posição 54 do ranking da ATP, o tenista do Chipre desbancou medalhões como Andy Roddick, Ivan Ljubicic e David Nalbandián e alcançou a final do torneio. Ele inclusive venceu o primeiro set contra Roger Federer, mas viu o suíço então número 1 do mundo levar o título
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Pouco conhecido no circuito da ATP quatro anos atrás, o francês Jo-Wilfried Tsonga apareceu para o mundo no Aberto da Austrália de 2008, quando entrou na competição sem status de cabeça de chave e saiu como vice-campeão, depois de perder a final de virada para o sérvio Novak Djokovic. Na ocasião, o hoje número 6 do mundo eliminou três jogadores top 10: o escocês Andy Murray, o francês Richard Gasquet e o espanhol Rafael Nadal
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Justine Henin não era nada desconhecida em 2010, mas o desempenho no Aberto da Austrália daquele ano foi mais do que inacreditável. A belga, que já havia sido número 1 do mundo e vencido outra edição do Grand Slam em Melbourne (em 2004), havia interrompido a aposentadoria naquele mês de janeiro e, ainda sem ranking, surpreendeu a todas as rivais e só foi parada pela americana Serena Williams na decisão
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Primeiro Grand Slam da temporada do tênis, o Aberto da Austrália tem como marca registrada o aparecimento de inúmeras zebras, que tiram proveito do ritmo lento dos principais favoritos e conseguem campanhas impressionantes em Melbourne. Relembre, a seguir, os 20 maiores azarões da era profissional do torneio, que ganharam projeção depois de um desempenho surpreendente ou que simplesmente tiveram seu momento mais glorioso em uma competição deste porte:
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