Grand Slam

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10 de setembro de 2012 • 22h04 • atualizado às 22h53

Em final épica, Murray vence Djokovic e encerra tabu de 76 anos

Um britânico não se consagrava campeão de Grand Slam desde o ano de 1936
Foto: Reuters
 

Para Andy Murray, a espera foi de sete anos, quatro finais e pouco menos de cinco horas. Para os torcedores britânicos, foram longos 76 anos. Valeu a pena: nesta segunda-feira, o tenista britânico Andy Murray venceu o sérvio Novak Djokovic por 3 sets a 2, parciais de 7/6 (12-10), 7/5, 2/6, 3/6 e 6/2, na épica decisão do US Open 2012, e acabou com o jejum britânico sem títulos de Grand Slams - o último foi conquistado por Fred Perry em 1936, quando o tenista do Reino Unido levou Wimbledon e o próprio US Open.

Desde que se tornou profissional, em 2005, o agora campeão do US Open alcançou quatro finais de Grand Slam até o título desta segunda - a primeira foi exatamente em um US Open (2008), tendo outras duas no Aberto da Austrália (2010 e 2011) e uma de Wimbledon (2012). Perdeu todas. A recuperação britânica começou ainda em agosto deste ano, quando Murray foi campeão dos Jogos Olímpicos, em Wimbledon.

Com a performance nos Estados Unidos, Andy Murray chega à posição de número três do ranking mundial, ultrapassando o espanhol Rafael Nadal, afastado com uma lesão no joelho. Já Novak Djokovic, que em 2012 levou o Aberto da Austrália e buscava o bicampeonato consecutivo em sua terceira final seguida do US Open, continua vice-líder do ranking, atrás do suíço Roger Federer.

Em confrontos diretos entre os dois, a liderança continua com o sérvio Novak Djokovic, que tem oito vitórias contra sete de Murray. Nos últimos onze confrontos, entretanto, o britânico tem se recuperado no duelo cabeça-a-cabeça contra o número dois do mundo.

Aproveitando-se do vento, o britânico começou o duelo desta segunda conseguindo uma quebra de zero logo no primeiro game da partida. O vento que fazia no Arthur Ashe Stadium ampliava as chances de quebra dos dois tenistas, tradicionais bons devolvedores, que alternaram na liderança do placar durante toda a parcial. Com longas trocas de bola, o set só foi fechada em uma hora e 27 minutos, no tie-break, levado por Andy Murray.

Na segunda parcial, o britânico viu o adversário cometer erros no segundo game para largar com uma quebra na frente logo de início. Com outra quebra, Murray chegou a abrir 4/0 no set, mas viu o sérvio recuperar as duas quebras e igualar o confronto. No 12º game, entretanto, o britânico voltou a quebrar o saque de Nole para fechar a parcial em 7/5.

Murray voltou com menos intensidade para o terceiro set, e perdeu a parcial por 6/2. O confronto cresceu sem o vento e o espectador no Arthur Ashe Stadium pôde acompanhar jogadas épicas de ambos os lados. Abalado psicologicamente após perder um set, Murray foi quebrado logo no início do quarto e voltou a perder o serviço no último game da parcial, levada por Djokovic por 6/3.

O tenista britânico voltou para o set decisivo arrasador, conseguindo de cara duas quebras, mas viu o sérvio devolver uma. Com nova quebra, Andy Murray chegou ao oitavo game do último set com a simples responsabilidade de sacar para o game que esperou em toda sua vida. Não decepcionou, fechando o set em 6/2. E o drama de cinco horas vivido hoje nem chega perto do de 76 anos, vivido pelos britânicos.

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