Juan Carlos Ferrero é um dos jogadores mais destacados no tênis espanhol. Começou sua carreira esportiva em 1999, ano em que Ferrero subiu 302 posições no ranking da ATP, a maior subida do ano. Alem disso, conseguiu seu primeiro título do circuito da ATP, em Mallorca, depois de derrotar o número 11 do mundo naquele momento, Alex Corretja. Chegou às semifinais em Casablanca e ganhou dois Challenger, sendo finalista em outros dois. Terminou o ano com um registro de 15-5 no saibro.
No ano de 2000, continuou sua boa evolução. Perdeu duas finais em dois torneios ATP, em Dubai, enfrentando Kiefer, e em Barcelona, enfrentando Safin. Chegou à semifinal de Roland Garros, na sua estréia neste Grand Slam, perdendo para Gustavo Kuerten.
Participou da primeira vitória na Espanha da Copa Davis, contra a Austrália na final, ganhando de tenistas como Rafter e Hewitt, e contra a Rússia em oitavas-de-final, derrotando Safin e Kafelnikov. Além disso, conseguiu chegar às quartas-de-final em Estoril, Monte Carlo, às semifinais em Barcelona (perdeu para Safin depois de ter derrotado Ríos e Moyà), e à quarta etapa do Aberto dos Estados Unidos, perdendo novamente para o russo Marat Safin.
Fez sua estréia nos Jogos Olímpicos de Sydney, perdendo para Di Pasquale nas quartas-de-final. Também fez sua estréia em quadra fechada, no Torneio de Paris, e voltou a perder nas semifinais para Safin. Seus registros de vitórias e derrotas nesse ano foram de 23-7 no saibro, 20-16 no cimento e 3-2 na grama sintética.
Terminou como segundo melhor jogador da Espanha, depois de Corretja.
Em 2001 conseguiu ficar com o número 5 da classificação, e ser o melhor do seu país. Ganhou quatro títulos da ATP, inclusive o primeiro no cimento, em Dubai, após vencer Safin, e um Masters Series. Classificou-se para a Copa do Mundo de Tênis em Sydney e chegou até as semifinais.
Conseguiu uma boa seqüência de 16 jogos sem perder, só superada por Hewitt, que obteve 17 naquele ano. Os melhores resultados daquele ano começaram em abril, com a vitória em Estoril contra Mantilla, seguida da vitória em Barcelona, contra Moyà, e em Roma, contra Kuerten. Depois foi derrotado por seu conterrâneo Albert Portas, na final de Hamburgo.
Em sua segunda participação em Roland Garros, voltou a chegar às semifinais, perdendo para o campeão atual, Gustavo Kuerten. Teve sua estréia em Wimbledon e chegou até a terceira etapa, depois de perder para Rusedski. De novo no saibro, chegou até a final em Gstaad, mas foi derrotado por Novak. Durante o verão, jogou em quadras rápidas.
Chegou até as quartas-de-final em Montreal e até a terceira etapa no Aberto dos Estados Unidos, depois de perder para Robredo. Seus melhores resultados do resto da temporada foram as quartas-de-final em Hong Kong e semifinais em Sydney, onde perdeu para Hewitt. Seus registros de 2001 foram: 34-5 no saibro e 18-12 no cimento.
Em 2002 ganhou dois torneios da ATP de cinco finais, e conseguiu o segundo Masters Series de sua carreira em Monte Carlo, e a primeira final de Grand Slam em Roland Garros. Fechou a temporada com uma dramática derrota para Hewitt no Masters Series de Xangai.
Terminou o ano sendo número 4, e foi a primeira vez, desde Sergio Bruguera em 1993, que um espanhol se colocou entre os cinco primeiros do mundo. Ganhou o segundo título em cimento de sua carreira em Hong Kong, contra Moyà, e chegou às semifinais de Basiléia (perdeu para González) e às quartas-de-final em Madri (perdeu para Agassi).
Quatro das finais que disputou naquele ano foram contra espanhóis, com um registro de 2-2. Não jogou o Aberto da Austrália por causa de uma lesão no joelho direito. Completou registros de 22-12 no cimento, 21-8 no saibro e 4-3 na grama sintética.
Em 2003 chegou a ser número 3 do mundo, conseguindo os melhores resultados de um tenista espanhol na história dos rankings da ATP. Novamente, conseguiu mais quatro títulos da ATP, das sete finais que disputou.
Ajudou o seu país a chegar à final da Copa Davis, perdendo para a Austrália por 3-1. Só um jogador desde Ivan Lendl em 1980 tinha vencido 30 jogos no saibro (33-5) e no cimento (30-12) na mesma temporada. Só perdeu na primeira etapa em um único torneio, dos vinte que disputou.
Seus registros no Masters Series foram de 21-6, e em torneios de Grand Slam, 20-3. Começou a temporada perdendo a final de Sydney para Lee e chegando às quartas-de-final do Aberto da Austrália, depois de perder para Ferreira. Seus melhores resultados vieram nos meses de abril a junho, com um registro no saibro de 26 vitórias contra 2 derrotas apenas. Ganhou o Masters Series de Monte Carlo (venceu Coria), o torneio de Valência (derrotou Rochus) e conquistou sua primeira vitória em um Grand Slam, em Roland Garros, depois de derrotar Costa nas semifinais e Verkerk na final.
Também chegou às semifinais em Barcelona e no Master Series de Barcelona durante esse período. Em Wimbledon chegou até a quarta etapa, onde Grosjean interrompeu suas vitórias. Chegou à final do Aberto dos Estados Unidos e perdeu para Roddick, depois de ter derrotado Hewitt nas quartas-de-final e Agassi nas semifinais.
Desta forma tornou-se o primeiro espanhol que conseguiu chegar à final do Aberto dos Estados Unidos, desde que Manuel Orantes ganhara o título em 1975. Também foi o segundo espanhol a ser número 1, depois do Carlos Moyà em 1999. Na semifinal da Copa Davis ajudou o seu país a vencer a Argentina por 3-2. Depois, chegou à final em Bancoc, e conseguiu o segundo Masters Series da temporada, em Madri, depois de derrotar Massú. Ganhou seu primeiro título em quadra fechada, ao derrotar Ferreira, e chegou à final em mais três torneios desse tipo, o que lhe permitiu liderar a classificação INDESIT ATP. C
lassificou-se para o Masters Cup de Houston ao vencer Roddick, mas depois perdeu para Nalbandian, Agassi e Federer. Nesse ano, ganhou mais de três milhões de dólares.
Terminou o ano de 2004 fora dos 30 melhores, pela primeira vez em cinco anos. Começou o ano perdendo para Federer nas semifinais do Aberto da Austrália e, um mês depois, perdeu sua única final da temporada para Hewitt em Roterdã. No mês de março ficou inativo com catapora e reapareceu em abril na Copa Davis, contra a Holanda. Chegou às semifinais de Valência e perdeu para Verdasco e, depois de perder na primeira etapa em Monte Carlo, decidiu ficar mais um mês de férias para se recuperar e acumular forças.
Não jogou nenhum torneio de Roland Garros depois de sofrer uma lesão no pulso direito e nas costelas durante um treinamento em 8 de maio. Perdeu na segunda etapa em Roland Garros para Andrea e em junho perdeu na terceira para Ginepri no All England Club. Não jogou muitos jogos consecutivos no resto da temporada, mas ajudou a Espanha na Copa Davis. Seus registros nesse ano foram de 13-10 no cimento, 7-4 no saibro, e 2-1 na grama.
Sua trajetória foi recuperada em 2005, voltando a ficar entre os 20 melhores. Dobrou as vitórias da temporada anterior e venceu em duas finais de dois torneios da ATP. Em fevereiro era o número 98 do mundo, mas ao ganhar o INDESIT ATP 2005 em outubro, conseguiu colocar-se como número 11. Chegou às semifinais do torneio de Monte Carlo, perdendo para Coria e também, na final de Barcelona, para seu conterrâneo Nadal.
Em Roland Garros perdeu na terceira etapa para Safin e, em Wimbledon, não conseguiu passar da quarta etapa, enfrentando Federer. Em julho chegou até as quartas-de-final dos torneios no saibro de Bastad e Umag. Perdeu na segunda etapa no Aberto dos Estados Unidos e nas semifinais dos torneios de Beijing, para Nadal e Viena, para Ljubicic. Participou no time da Copa Davis do seu país, ajudando a Espanha a se classificar no ano de 2006.