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"Que país é esse que eu nasci?". Foi o que perguntou Flávio Saretta em um dos muitos desentendimentos que teve com o público na vitória sobre Gustavo Kuerten, nesta quinta-feira, na Costa do Sauípe, na qual chegou a ser chamado de "orelhudo".
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A torcida na Bahia era de Guga, e as manifestações entre os pontos eram freqüentes. A interferência do público irritou o paulista, que chegou a atirar sua raquete no chão e foi bastante vaiado por conta da atitude.
"Fiquei triste. Não por torcerem para o Guga, porque isso já era esperado, mas me senti totalmente fora do Brasil. Tinha gente me chamando de argentino. Chega a doer um pouco, já que defendo tanto o meu país", afirmou Saretta.
Desconcentrado pelo entrevero com os torcedores, o tenista cometeu uma dupla falta no segundo set e teve seu saque quebrado. Ironicamente, aplaudiu o comportamento das arquibancadas.
"Não acho que todo mundo tinha que torcer por mim, mas chegaram a bater palma em dupla falta minha. Fiz todo mundo dormir com a cabeça mais quente, já que venci, mas espero que quem me chamou de argentino venha torcer por mim amanhã."
Desentendimentos à parte, Saretta disse ter ficado feliz com a evolução de Guga. "Achei que ele foi muito bem. Todos entram em quadra sem saber o que esperar, e ele mostrou que melhorou 100%", opinou.
Por fim, o paulista aprovou o próprio desempenho. "Joguei muito bem, apesar de ter saído um pouco de jogo no segundo set, quando me desconcentrei com a torcida. O terceiro set foi no detalhe, qualquer um poderia ter ganho."
"Comecei o ano em uma fase para baixo. Tudo que eu tentava fazer dentro da quadra dava errado. Acho que o problema maior foi a pré-temporada, que eu não fiz, e agora estou me ajustando", concluiu.
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