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Amigo do brasileiro Gustavo Kuerten, o argentino Guillermo Coria confessou sua admiração pessoal pelo jogador que foi eliminado nesta terça-feira, na estréia de simples do Torneio de Costa do Sauípe.
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"De todos os números 1, Guga foi o mais sensível. Para mim, foi um grande prazer jogar com o Guga", diz o jogador, que tenta se restabelecer no circuito profissional.
Adversários freqüentes nas quadras, os dois mantêm um bom relacionamento também fora delas. Em cinco confrontos diretos, o brasileiro levou vantagem em quatro. A única derrota foi em 2005, no Torneio de Sopot quando Guga, já com problemas no quadril, teve de abandonar o jogo.
No ano da despedida do catarinense como profissional, Coria só manda uma mensagem. "Que ele desfrute o que vem pela frente", deseja, sem disfarçar a emoção.
O sentimento foi compartilhado também por quem saiu de casa especialmente para ver o catarinense disputar sua última competição em Sauípe. Vinícius Barbosa saiu de Goiânia para prestigiar a estréia, que virou despedida. "É a primeira vez que venho a Sauípe. É uma homenagem triste pelo momento, mas ele merecia muito mais", disse.
O paulista Bruno Maciel também saiu de São José do Rio Preto para testemunhar o momento. "É melancólico, mas foi bom para ele jogar com o apoio de toda a torcida. Guga foi o maior", opinou.
Amiga de Maciel, Perla Alessandra diz ter ficado maravilhada com o carinho demonstrado pelo jogador e concorda. "Ele merece isso e muito mais. Ficamos impressionados com o auge da carreira dele".
Mais saudosista foi o tom de Emanuel Salgado para comentar o assunto. Assistindo ao torneio pela terceira vez, ele foi uma das testemunhas da vitória de Guga em 2004. "Foi emocionante. Tão emocionante naquela época como foi agora", afirmou.
Já o próprio homenageado acha que não há forma de comparar os dois tipos de emoção: a do título e a da despedida. "O troféu é previsível. Aqui, é de última hora. É peça de teatro ao vivo", diz.
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