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Considerando a partida contra o argentino Carlos Berlocq pelo Aberto do Brasil sua melhor atuação nos últimos tempos, Gustavo Kuerte não teve dúvidas em considerar os problemas físicos o único impedimento para continuar no circuito.
Contra Berlocq, Guga conseguiu ser agressivo. Encaixou bons golpes, variou jogadas, fez paralelas precisas e tirou o oponente da posição em vários momentos. "Sempre joguei agressivo, fechando todos os ângulos, indo para cima. É um estilo que acabei inovando no saibro e existe até hoje", ressalta.
"Este repertório funcionaria hoje. Daria para estar jogando, mas há fatores que me limitam", lamenta. Segundo ele, o problema não é o desgaste físico que atrapalha. "Não saio cansado, mas quase não consigo caminhar (após os jogos)", diz, referindo-se às fortes dores que ainda tem no quadril.
Guga tentou solucionar o problema duas vezes através de cirurgias. A primeira delas foi em 26 de fevereiro de 2002, com o médico Thomas Bird. A última, em setembro, dois anos depois, com o especialista Marc Philippon. Mas nunca mais foi o mesmo.
Em Sauípe, as dores começaram a aparecer já durante o primeiro set, encerrado em 7/5, forçando-o a pedir atendimento fisioterápico no intervalo. Na parcial seguinte, simplesmente não teve condições e foi superado por 5/1.
Apesar da constatação de que apenas o corpo o limita, Guga não se ilude. "É uma fantasia (pensar em continuar)". Pelo jogo em Sauípe, ele sabe que precisaria de mais resistência para continuar. "Teria de dar um salto ainda maior", completa, reafirmando que ao avaliar sua carreira sente-se completamente realizado. "Nunca tive ambição de outros Grand Slams".
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