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Rio de Janeiro, Búzios, São Paulo, Guarujá, Itaparica e Brasília. O Brasil já teve várias sedes para o torneio da ATP no país, mas desde 2001 Costa do Sauípe passou a receber o evento. Em fase de renegociação do contrato com os organizadores, o resort baiano acredita que conseguirá manter o evento em sua área.
"Já temos os encontros agendados para a renegociação", explica o diretor-presidente de Costa do Sauípe, Alexandre Zubaran. "Isto é normal em um processo comercial, mas sempre estamos pré-acordados na renovação".
São Paulo e Rio de Janeiro seriam os possíveis próximos destinos do evento. Como vantagem, oferecem, principalmente, a facilidade para chegada e saída dos competidores.
Mas apesar de não descartadas, as duas cidades correm por fora nos planos. De acordo com o diretor do torneio, Fernando von Oertzen, as opções estão na pauta, mas o currículo baiano como anfitrião tem muitos atrativos.
Vice-campeão de 2008, o espanhol Carlos Moyá destaca um. "Campeonatos neste tipo de ambiente são muito bons para os tenistas, especialmente aqui, que é muito cômodo, do lado do mar".
Zubaran reforça a postura. 'Desde o início este foi percebido como o local ideal. Há uma simbiose com o ambiente que contribui para o atleta'. A concorrência contudo, não deixa o complexo hoteleiro depositar apenas na beleza local suas fichas.
Sem divulgar valores, ele confirma os projetos de construção de uma arena principal permanente e outras melhorias. "Nosso desafio é acabar um pouco com o plástico, substituindo por infraestrutura definitiva", diz, referindo-se às instalações temporárias que dominam a realização do torneio.
Por enquanto, tudo não passa de projetos. "Estamos somente no pensamento estratégico", admite Zubaran, que também não divulga prazos para uma decisão sobre a renovação. Mas, de acordo com Von Oertzen, tudo deve ser finalizado até a disputa de Roland Garros.
A última edição em Sauípe teve um investimento total de R$ 12 milhões dos organizadores, incluindo a premiação dos atletas, que deve aumentar em cerca de 8% no próximo ano.
O negócio tem se mostrado rentável, garante Zubaran, destacando a procura pelo evento. "A partir das quartas-de-final recebemos uma média de 2 mil visitantes".
E nem o fato de a partir de 2009, a disputa perder seu principal atrativo nacional com a aposentadoria de Gustavo Kuerten diminui seu otimismo. "Reconhecemos que há alguma perda. É óbvio que tem mais brilho com uma pessoa com o carisma dele, mas este é um evento consolidado".
Para reforçar seu argumento, o administrador lembra que em algumas edições não houve brasileiros nas fases decisivas e nem por isso o público se afastou. Foi assim em 2005 na final entre os espanhóis Rafael Nadal e Alberto Martin, e em 2007 com a decisão entre o argentino Guillermo Cañas e o espanhol Juan Carlos Ferrero. Nadal e Cañas ficaram com os respectivos títulos.
Este ano, foi parecido. Apesar do torneio de duplas vencido por Marcelo Melo e André Sá, na chave individual os brasileiros pararam na estréia. Ainda assim, no dia da final entre os espanhóis Nicolas Almagro e Moyá, as arquibancadas receberam bom público.
Mas como toda prevenção é sempre bem-vinda, os organizadores já anunciaram que pretendem contar com o jogador como "embaixador" da competição a partir do ano que vem.
"A partir de agora, o Guga passa da situação de atleta para a de patrono do evento", aposta Zubaran.
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