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Masters Cup
Domingo, 16 de novembro de 2008, 11h10  Atualizada às 15h00
Contra Djokovic, é preciso ser perfeito, diz Davydenko
 
AFP
Davydenko reclama com o árbitro em final contra Djokovic
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Superado pelo sérvio Novak Djokovic na decisão da Masters Cup disputada em Xangai, o russo Nikolay Davydenko lamentou a derrota e reconheceu a superioridade do adversário.

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"Hoje foi um dia muito difícil para mim. Contra Djokovic, é preciso ser perfeito, jogar muito rápido e muito bem. Ele fez isso tudo e eu não", afirmou Davydenko, que costuma dizer que a chave para vencer partidas é manter uma atitude positiva.

Ele admitiu que ficou abalado com o começo arrasador de Djokovic. "Quando se está perdendo um set por 5 a 0 em apenas 20 minutos, é muito difícil ser otimista". Davydenko disse que o sérvio "não cometeu muitos erros" e elogiou o "bom saque e a boa devolução" do adversário.

O tenista russo, que também disputava sua primeira final de Masters Cup, disse não ter ficado muito nervoso, mas apenas aliviado depois do fim de uma partida tão difícil, afirmou, brincando.

Sobre a experiência de chegar à final e não enfrentar o suíço Roger Federer - campeão do torneio nas duas últimas edições, além das de 2003 e 2004, e que desta vez caiu na primeira fase - lembrou com orgulho que o ex-número 1 do mundo "não estava nas semifinais", mas ele (Davydenko), sim.

"Federer não ganhou Masters Series este ano. Eu ganhei o de Miami. Sim, ele ganhou o Aberto dos Estados Unidos, mas quem se importa com aquele torneio?", comentou, bem humorado.

"Sim, Federer é Federer. Foi o número um do mundo por muitos anos. É muito bom, mas não pode jogar muito por toda a vida. Há jogadores jovens de 21, 22 anos, também muito rápidos, com excelente concentração e melhores fisicamente", afirmou.

"Vejo que Federer não está mais fisicamente tão bem neste momento. Portanto, outros jogadores têm mais chances de derrotá-lo", concluiu. Perguntado sobre quem poderá ser o próximo número um do mundo, Davydenko indicou que "qualquer um que esteja no 'top 10'", antes de destacar os jovens jogadores.

"Se observarmos, por exemplo, Gilles Simon, que era número 20, e agora fez uma boa final do torneio de Madri, chegou ao 'top 10' e depois à Masters Cup substituindo Nadal, nunca se sabe. Alguns jovens jogadores podem surgir muito bem", disse.
 

EFE

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