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 Dinara Safina avança à final de Roland Garros |
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"Convidada" por Serena Williams a provar que merece a condição de número um do mundo na temporada de saibro, Dinara Safina aceitou o desafio e já está perto de fazer história na França. Para chegar à final de um Grand Slam pela terceira vez na carreira, a russa anotou sua 16ª vitória consecutiva nesta quinta-feira, quando controlou a eslovaca Dominika Cibulkova em sets diretos, com parciais de 6/3 e 6/3, em uma hora e 40 minutos de duelo.
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Desde quando viu Serena contestar a validade do ranking feminino de tênis, em abril passado, Safina elevou o nível e hoje não tem sua posição contestada nem mais pela rival americana.
Vivendo a melhor fase como profissional, ela só perdeu um jogo como primeira colocada da lista - para Svetlana Kuznetsova, na final do Torneio de Stuttgart -, tendo vencido as outras 20 partidas.
Curiosamente, a irmã de Marat Safin irá rever a compatriota na busca de um título inédito. Kuznetsova eliminou a australiana Samantha Stosur, ao vencer por 2 sets a 1, com parciais de 6/4, 7/6 (7-3) e 6/3 .
Com tantos números favoráveis, Safina já entrou em ação nesta quinta como favorita diante de Cibulkova, que só havia ganhado dez games nos dois encontros anteriores com a oponente.
Dentro da quadra Philippe Chatrier, preveleceu a força da tenista mais experiente, ainda que a vitória não tenha sido tão fácil quanto o placar de duplo 6/3 sugere - muito rápida de pernas, a eslovaca abriu 2/0 no primeiro set e perdeu cinco break points que poderiam ter mudado a história da segunda parcial.
Na perda dessas boas oportunidades, pesou o belo serviço da russa. Do alto de seu 1,83 m, ela anotou três aces e ganhou 65% dos pontos em que encaixou o primeiro saque, essencial para que salvasse tantas chances de quebra da rival.
Por outro lado, a tenista de 1,60 m falhou nesse mesmo fundamento: com um primeiro saque frágil, que só entrou em 37% das vezes na parcial de abertura, ela foi dominada muitas vezes já a partir da devolução.
Com Serena Williams e Ana Ivanovic já longe de seu caminho em Paris, Safina está muito perto de driblar a desconfiança e faturar seu primeiro Grand Slam - fora derrotada pela sérvia na final de Roland Garros, no ano passado, e pela americana na do Aberto da Austrália, em 2009.
Embora tenha perdido para Kuznetsova em Stuttgart, a líder da lista da WTA deu o troco há um mês no saibro de Roma. Caso Stosur siga surpreendendo nesta quinta, a russa também teria grandes chances, visto que venceu três das quatro partidas já realizadas entre ambas.
Apesar da tristeza pelas inúmeras oportunidades perdidas, Cibulkova não deve deixar a França insatisfeita. Primeira tenista da história da Eslováquia a chegar à semifinal da competição, ela nunca havia ido tão longe em majors.
Com o bom resultado, será recompensada no ranking, em que atingirá o melhor posicionamento da carreira: sairá da 19ª colocação e deve aparecer na 14ª.
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