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Roland Garros
Sexta, 5 de junho de 2009, 11h45  Atualizada às 15h58
Sensação, sueco vai à final; chileno limpa marca com traseiro
 
AFP
Irritado com marcação do juiz, González limpa marca com o traseiro
Irritado com marcação do juiz, González limpa marca com o traseiro
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Pouco a pouco a zebra foi ganhando contornos de favorito, e assim Robin Soderling já está na final de Roland Garros. Antes surpreendente, o algoz de Rafael Nadal ratificou a boa fase batendo novamente um tenista top 15 do ranking de entradas. Depois do passeio imposto ao russo Nikolay Davydenko, o sueco sensação começou brilhando, mas quase levou uma virada do chileno Fernando González. Ao final, conseguiu superar desvantagem de 1/4 no quinto set para avançar em batalha de três horas e 24 minutos, definida por 6/3, 7/5, 5/7, 4/6 e 6/4, nesta sexta-feira.

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No entanto, o lance inusitado do duelo foi protagonizado por González. Irritado com uma marcação de bola fora, no quarto set, ele discutiu, chamou o juiz de linha para conferir a marca na quadra e, depois da arbitragem confirmar a bola a favor de Soderling, o chileno se agachou e limpou a marca na linha da quadra de saibro com o traseiro.

Embora na Suécia Soderling sempre tenha sido considerado um jogador promissor, parece que lhe faltava uma vitória que servisse como "divisor de águas". A partir do que fez no último domingo, quando levou Nadal a conhecer sua primeira derrota no Aberto da França, o tenista, 24 anos, embalou e esteve perto de construir mais uma vitória em sets diretos.

González, porém, já foi o número cinco do mundo e vice-campeão de um Grand Slam na Austrália, em 2007, e não facilitou as coisas, aproveitando um lapso do rival para reagir, vencendo duas parciais seguidas e tendo 4/1 para triunfar. Porém, sofreu do próprio veneno e tomou uma virada, que recuperou a tática pré-estabelecida e recolocou a cabeça no lugar.

Apesar do histórico favorável ao chileno, que também colecionava resultados mais convincentes sobre quadras de saibro, o europeu novamente conseguiu sobressair.

Utilizando as mesmas armas que já haviam rendido frutos ante Nadal e Davydenko, o antigo azarão se destacou no saque (anotou 16 aces e teve aproveitamento de 66% do primeiro saque), na agressividade do fundo da quadra (colecionou 74 winners, a maioria com seu melhor golpe, a direita) e também nos voleios (ganhou 28 pontos em 39 subidas à rede).

Por sua vez, González também serviu bem e encaixou 22 aces, porém, pecou nos momentos mais importantes da partida. Na primeira parcial, por exemplo, chegou a obter uma quebra e abrir 2/1, mas logo tomou a virada por 4/2. Já na segunda teve à disposição um set-point quando o placar apontava 5/4, perdendo a chance por causa de um bom saque do sueco.

Apesar disso, conseguiu ainda ter a chance da vitória na quinta e decisiva etapa, mas se desconcentrou reclamando de marcações dos juízes de linha e viu o escandinavo crescer e superar uma desvantagem de 4/1. Em todo caso, o atleta derrotado pôde comemorar seu retorno ao top 10 do ranking de entradas: sairá da 12ª para a décima posição.

Muito mais satisfeito obviamente está Soderling, que mesmo se perder a final em Paris para Roger Federerm que superopu por 3 sets a 2 o argentino Juan Martín del Potro, chegará de forma inédita ao 12º posto da lista, pelo menos.

Após superar um sufoco nesta sexta que poderia ter sido evitado, ele ainda tem um último objetivo a cumprir em Roland Garros, podendo aumentar a bela história de seu país na competição.

Com o resultado, já é o primeiro representante da Suécia na final parisiense desde o seu atual técnico, Magnus Norman, que perdeu em 2000 para Gustavo Kuerten. Se triunfar no próximo domingo, o atleta igualará Bjorn Borg e Mats Wilander e conquistará o décimo título sueco na França considerando apenas a era aberta.
 

Gazeta Press