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Guga
Sábado, 13 de junho de 2009, 23h54 
Guga: se ainda jogasse, brigaria de igual para igual
 
Fabrício Escandiuzzi
Direto de Florianópolis
 
Fabrício Escandiuzzi/Especial para Terra
Guga ganhou três títulos em Paris, o primeiro deles contra Bruguera
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Três vezes campeão em Roland Garros e ex-número um do mundo, Gustavo Kuerten disse neste sábado que poderia brigar "de igual para igual" com os dez melhores tenistas do circuito mundial caso a lesão dos quadris não o tivesse afastado precocemente das quadras.

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Em entrevista coletiva realizada depois do jogo de exibição contra o espanhol Sergi Bruguera, vencido pelo ex-tenista brasileiro por 2 sets a 0, com parciais de 7/6 (7-3) e 6/4, Guga destacou que a experiência poderia ser um diferencial na briga por títulos em torneios de alto nível.

"Quando tive a lesão não havia atingindo ainda o meu máximo no tênis. Meu jogo estava crescendo e eu evoluía muito em outros pisos, além do saibro", disse. "Se estivesse em quadra hoje, com boas condições físicas, aliando a experiência que tenho com meus 32 anos para dosar o jogo, poderia sim brigar de igual para igual com os tenistas que lideram o ranking".

Apesar do comentário, o ex-número um do mundo disse estar feliz com a nova fase de sua vida e com a promoção da Semana Guga Kuerten, que reuniu atletas de categorias juvenis em Florianópolis. "Faço a minha parte, pois quero resgatar essa disputa nas categorias de base, que tanto me ajudaram no início de carreira", afirmou. "Temos reunido atletas, técnicos e pessoas interessadas para desenvolver o esporte no Brasil".

Cerca de cinco mil pessoas foram à arena montada no centro de Florianópolis para acompanhar a reedição da final de Roland Garros de 1997. Num jogo duríssimo, o brasileiro levou a melhor pela quarta vez contra o espanhol. Os dois jogaram de forma muito descontraída, chegando a brincar um com o outro no decorrer da partida.

Em vários lances, os dois ex-tenistas mostraram o talento que os consagraram em quadra e levantaram o público. Ao final, a mãe de Guga, Alice Kuerten, recebeu um cheque de R$ 16 mil referente aos 16 aces ocorridos na partida. A doação feita ao instituto que leva o nome do brasileiro foi realizada por uma rede de supermercados local.

"O Bruguera conseguiu uns golpes lindos. Eu fiz uma deixadinha e acertei algumas direitas que me lembraram da época de profissional. Estou muito feliz", disse Kuerten, sem disfarçar a emoção, mas destacando que demorou a acertar o "tempo" do jogo.

"Não entrava em quadra há um ano. E é um jogo de festa e por isso eu não poderia partir para massacrar o Sergi. Demorei muito até entender o ritmo que precisava adotar e depois não queria mais que o segundo set acabasse".

Bruguera concordou que Guga poderia estar entre no top 10 do mundo ainda hoje caso a lesão não o afastasse do esporte. Além de elogiar o tricampeão de Roland Garros, o espanhol não deixou de pedir a oportunidade de disputar uma nova partida. "Ele tem um nível de jogo excepcional, saca muito bem e é veloz. Uma pena que a lesão o tirou de quadra antes que conquistasse outros títulos do circuito"


 

Especial para Terra