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O tênis chileno está em alta depois de memoráveis cinco semanas que renderam duas medalhas olímpicas de ouro e um retorno ao Grupo Mundial da Copa Davis pela primeira vez em 20 anos.
Os sul-americanos conquistaram sua vaga na elite do torneio ao arrasar o Japão por 5 a 0 no fim de semana e já falam em brigar pelo título no ano que vem.
"Sonhar não faz mal", disse o número dois do Chile, Fernando González. "Temos de esperar que o sorteio nos faça jogar em casa, porque aqui não temos medo de ninguém."
"Obviamente é muito difícil conquistar a Copa Davis, mas nossa equipe é boa o suficiente para isso", emendou.
Gonzalez e Nicolás Massu se deram bem em Atenas no mês passado, ao ficarem com o título no torneio masculino de duplas e garantirem a primeira medalha de ouro do Chile na história das Olimpíadas.
Menos de 24 horas depois, o hino nacional chileno estava sendo tocado mais uma vez na Grécia quando Massu chegou ao ouro no torneio de simples.
As celebrações duraram uma semana, já que os dois voltaram para casa e participaram de uma audiência com o presidente Ricardo Lagos e uma cerimônia no Congresso, bem como uma parada obrigatória nas ruas em um carro aberto.
A dupla mal teve tempo de se recuperar antes de enfrentar o Japão, lutando para voltar ao Grupo Mundial pela primeira vez desde 1985.
Massu e Gonzalez venceram suas partidas de simples na sexta-feira, se juntaram nas duplas no sábado e ganharam, com Lagos na torcida.
"Os jogadores são um exemplo de dedicação, esforço e improvisação", disse Lagos.
Andres Fazio, presidente da Federação Chilena de Tênis, já está planejando construir um novo estádio no balneário de Viña del Mar, caso sua equipe chegue até a final do que vem.
"Nosso alvo é jogar a final da Copa Davis e se nós jogarmos em casa, eu quero que nós tenhamos um local adequado", disse ele ao jornal El Mercurio.
O capitão da equipe, Horácio de la Peña, declarou ao mesmo diário: "Não é apenas um estádio, é um centro de desenvolvimento nacional."
De la Peña, que é argentino, admitiu que o Chile precisa de mais força se quiser impor um desafio de verdade a seus adversários no ano que vem.
"O time ainda é um pouco frágil para conquistar a Copa Davis, porque é difícil ter tanto Nicolas e Fernando no máximo de seu nível de jogo por um ano inteiro, sem lesões e com confiança", afirmou.
Mas De la Peña, que está no comando há dois anos, completou com esperança. "Chegamos longe e só o destino nos dirá quão longe ainda podemos ir."
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