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Aberto dos EUA
Quinta, 10 de setembro de 2009, 13h29 
Surpresa do US Open, Oudin chega ao seu limite
 
Christopher Clarey
Lynn Zinser
 
Reuters
Em apenas 10 dias, Oudin se transformou em uma celebridade
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O mantra usado por Melanie Oudin já era conhecido quanto ela retornou ao Arthur Ashe Stadium na noite de quarta-feira, desta vez para sua primeira quarta de final em um torneio de Grand Slam. A mensagem, "acredite", que até então estava reservada aos seus coloridos tênis, agora aparecia escrita em amarelo também nas camisetas de seus amigos, parentes e do técnico Brian de Villiers, que acompanhava o jogo da área reservada.

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Em apenas 10 dias, Oudin, 17, transformou sua combinação vencedora entre charme modesto e adolescente e feroz competitividade em um culto crescente, que a levou da relativa obscuridade das quadras menores a quatro partidas consecutivas na quadra central de um torneio de Grand Slam.

Não muito tempo atrás, era ela que pedia autógrafos às demais jogadoras, em lugar de ter de atender aos pedidos de inúmeros torcedores. Alguns dias atrás, ela podia treinar sem precauções especiais de segurança e sem a presença de câmeras de televisão. A vida muda rápido quando uma tenista desconhecida conquista vitórias suadas contra três das russas que eram cabeças-de-chave do US Open, entre as quais Maria Sharapova e Elena Dementieva.

E Oudin fez o máximo que podia, em quadra, para virar mais um jogo contra a adolescente mais bem classificada no ranking o tênis feminino, a dinamarquesa Caroline Wozniacki, que detém a nona posição.

Mas dessa vez não houve uma virada emocionante para satisfazer a torcida. Wozniacki venceu o primeiro set e mudou a história dos encontros recentes de Oudin ao vencer também o segundo. A partida durou 88 minutos, e agora a dinamarquesa enfrenta nas semifinais a belga Yanina Wickmayer, também de 19 anos, que superou a ucraniana Kateryna Bondarenko em jogo diurno.

"Lamento ter vencido Melanie hoje", disse Wozniacki à torcida depois do jogo. "Sei que muitos de vocês queriam que ela ganhasse, mas espero ter conquistado seus corações e que possa contar com sua torcida na minha próxima partida".

Essa foi a primeira quarta de final de Wozniacki em um torneio de Grand Slam, mas a descontraída dinamarquesa, que fala quatro idiomas e já é conhecida no circuito, parecia mais confortável que Oudin sob os holofotes desde o começo do jogo. Sua adversária americana havia disputado todas as suas partidas anteriores no período diurno.

Ainda que Oudin tenha batalhado ao máximo para quebrar o serviço de Wozniacki no segundo set, depois de sua derrota no primeiro em apenas 37 minutos, ela não conseguiu converter quatro break points logo no começo, e Wozniacki se manteve composta e relativamente paciente.

Enquanto isso, Oudin cometia diversos erros primários, especialmente em sua jogada mais forte, o forehand. Ao final da partida, ela registrou 43 erros não forçados, um número bastante alto para um jogo curto e de apenas dois sets. Ela também perdeu os quatro games finais, e Wozniacki fechou a vitória quando um backhand de Oudin bateu fora no fundo da quadra.

"Vocês me ajudaram em tantas partidas, e agradeço muito", disse Oudin à torcida na entrevista pós-jogo. "Foi ótimo para mim, aqui".

Enquanto Oudin primeiro conquistava a atenção do mundo do tênis em Wimbledon, algumas semanas atrás, chegando à quarta rodada depois de subir do qualificativo, Wozniacki ganhou destaque ao chegar à quarta rodada do Aberto da Austrália do ano passado. Desde então, ela vem avançando até conquistar uma das 10 melhores posições do ranking, com títulos em seis torneios, e se tornou a maior estrela do esporte em seu país.

Tradução: Paulo Migliacci ME.


 

The New York Times