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Copa Davis
Domingo, 20 de setembro de 2009, 21h41 
Em "maratona", Lapentti acaba com sonho do Brasil na Davis
 
EFE
Marcos Daniel sofre derrota e Brasil cai na repescagem da Davis
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O torcedor gaúcho que mais uma vez lotou o Ginásio Gigantinho na esperança de ver a reação nacional na tarde deste domingo, assistiu outra grande atuação de um representante da família Lapentti, responsável pela eliminação brasileira e o fim do sonho do retorno à elite da Copa Davis de tênis. Desta vez, quem brilhou foi Nicolas, o mais velho dos irmãos, ao derrotar Marcos Daniel por 3 sets a 2 (parciais de 6/4, 6/4, 1/6, 2/6 e 8/6), em batalha de quatro horas e 42 minutos, e colocar o Equador no Grupo Mundial do torneio.

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Com a quarta eliminação seguida na repescagem da Davis (Suécia, Áustria, Croácia e agora Equador), a primeira atuando em casa, o Brasil sofre a terceira derrota nos sete encontros contra os rivais, que haviam sido derrotados nos dois últimos. Assim, permanece fora da elite do tênis mundial, divisão que não disputa desde 2003, enquanto os adversários voltam ao Grupo Mundial após oito anos de ausência.

Agora com a nova vitória na casa dos rivais, o país abre 3 a 1 e fecha o duelo antes mesmo da quinta partida, prevista entre Thomaz Bellucci e Giovanni Lapentti, o caçula da família (mais tarde, o equatoriano foi substituído por Julio Cezar Campozano, que perdeu por 2 a 0). Além disto, o sucesso em terras gaúchas coroa o grande aproveitamento de Nicolas, que saiu vencedor nas três ocasiões em que entrou em quadra e suportou mais de 11 horas em quadra nos últimos três dias.

Depois de ver Giovanni ser derrotado por 3 sets a 1 pelo mesmo Marcos Daniel na abertura do confronto, na última sexta-feira, o experiente Nicolas conseguiu o primeiro ponto equatoriano em seguida ao bater Bellucci por 3 a 0. Já no sábado, se deu bem na parceria em família ao vencer a dupla brasileira Marcelo Melo e André Sá, em emocionante batalha de cinco sets.

Do lado vitorioso, pela nona vez em sua carreira, o tenista de 33 anos faz a trinca, vencendo os três jogos para sua equipe. Assim, o Equador se junta à Alemanha, Argentina, Bélgica, Croácia, Espanha, Estados Unidos, França, Índia, Israel, República Checa, Rússia, Sérvia, Suécia e Suíça na primeira divisão do tênis. O último representante para o sorteio da primeira fase do Grupo Mundial será definido entre Chile e Áustria, que empatam por 2 a 2.

Um curto circuito que culminou em princípio de incêndio, duas horas antes da partida, deixou a iluminação da quadra defeituosa. O fato atrasou o início do confronto em uma hora. Marcos Daniel pareceu ter sido afetado pelo mesmo problema, demorando a se ligar na partida e sofrendo derrotas nos dois primeiros sets.

No entanto, o representante brasileiro definitivamente entrou em quadra no terceiro set. Minimizando seus erros, o tenista sufocou o equatoriano, fechando a série com um fácil 6 a 1. Beirando dez horas de quadra em menos de três dias, Lapentti passou a errar mais, ser mais conservador e dar sinais de cansaço, perdendo a série seguinte por 6 a 2.

Com a reação brasileira, o público passou a se soltar nas arquibancadas e incorporou o espírito da Revolução Farroupilha, no dia em que se comemora o feito no Rio Grande do Sul. Com cantos de "eu sou Gaúcho" e gritos de incentivo a Marcos Daniel, o quinto e decisivo game foi eletrizante. Perto da derrota em diversas oportunidades, o tenista da casa salvou quatro match points, mas no quinto, Lapentti não perdoou e deu a volta olímpica no Gigantinho ao lado de seus companheiros.
 

Redação Terra