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Copa Davis
Segunda, 21 de setembro de 2009, 09h32  Atualizada às 10h18
Eliminados, brasileiros exaltam atuação de Lapentti
 
EFE
Marcos Daniel faz cara feia após derrota em Porto Alegre
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A Copa Davis é o momento em que o tênis vira esporte coletivo. É preciso três vitórias em cinco jogos para avançar de fase. Entretanto, há espaço para o brilho individual. Foi o que se viu em Porto Alegre no confronto entre Brasil e Equador. Nicolas Lapentti conquistou os três pontos necessários para o seu país, garantindo um lugar no Grupo Mundial.

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"Ele jogou um tênis que há muito tempo ele não jogava", comentou Marcos Daniel, derrotado pelo equatoriano no domingo, na partida que definiu o confronto. "Ele mostrou porque foi o número seis do mundo. Tem que dar parabéns ao Equador e tirar algumas lições, que vamos discutir internamente", analisou o capitão brasileiro Francisco Costa.

É de se tirar o chapéu para Lapentti. Ao todo, ele passou onze horas e 50 minutos em quadra, em três dias de jogos. No confronto decisivo diante de Marcos Daniel, ele precisou de quatro horas e 42 minutos para comemorar com uma volta olímpica na quadra fechada do Gigantinho.

Sua garra foi tamanha que não restou ao público outra atitude a não ser aplaudí-lo. O equatoriano venceu os dois primeiros sets. Perdeu os dois seguintes. No último, batalhou até o fim, vencendo por 8/6. "O cara é o rei desse tipo de jogo. Os caras foram competentes", parabenizou Daniel.

O desempenho do homem que há dez anos foi o número 6 do mundo e atualmente ocupa a posição 144 fez com que o Brasil tenha que passar mais um ano na segunda divisão da Copa Davis. Porém, pouco se tinha a lamentar e sim muito a reverenciar o desempenho de Lapentti, 33 anos.

"Eles se prepararam para o confronto. Ele ganhou do (Stanislas) Wawrinka, o 20 do mundo, no US Open. Ele estava confiante e fez jogos que não fazia há muito tempo. A gente tinha uma expectativa maior, pois sabíamos que as chances eram maiores. O Nicolas desequilibrou", concluiu Costa.
 

Gazeta Esportiva