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Se há alguém que encarna o espírito da Copa Davis, este é Fernando Meligeni. Após numerosas participações enquanto jogador, nas quais exibiu a sua característica raça defendendo o Brasil, o ex-tenista chegou a ser capitão da equipe na competição, em 2005, quando já havia abandonado as quadras profissionalmente. Não é difícil imaginar, portanto, o sofrimento do tenista com a derrota para o Equador, no último fim de semana, que adiou os planos de uma volta do país ao Grupo Mundial.
Com o título "A dura missão de escrever depois de uma derrota para o Equador em casa", Meligeni expressou em seu blog pessoal toda a decepção pelo resultado negativo.
"Seria muito fácil derramar um monte de criticas porque o Brasil perdeu. Como estive lá dentro e vi o quanto foi perto, o quanto se lutou, não tenho o direito. Todos me conhecem e sou o primeiro a meter a boca se vejo que não houve empenho ou brilho nos olhos", disse o ex-número 25 do mundo.
Meligeni, que defendeu o Brasil por dez anos na Davis, admitiu que não foi nada fácil falar sobre o assunto: "escrevi o blog de hoje (segunda-feira) com muita dor. Tem horas que é f... ter que escrever e ter um monte de gente esperando tuas palavras. É dureza", confessou o tenista em seu Twitter, outra ferramenta digital usada por Meligeni para se manter próximo aos fãs.
Para o ex-tenista, no entanto, o resultado ruim não deve ser encarado como o fim do mundo. "Triste? Estou e muito. Amo o tênis e não consigo aceitar as derrotas facilmente, mas alguém tem que ter os pés no chão e não se deixar levar pela raiva", disse Meligeni.
Se por um lado houve tristeza, por outro Fininho lembra que tem um ótimo motivo para se animar: Gael, seu primeiro filho, nascido há apenas alguns dias.
"Só ele mesmo para me fazer sorrir vendo um espetáculo tão triste na TV", confessa o papai de primeira viagem, que se aposentou profissionalmente do tênis em 2003, após vencer uma partida histórica contra o chileno Marcelo Rios, na final dos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo.
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