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Tênis
Sábado, 31 de outubro de 2009, 16h30  Atualizada às 16h53
Agassi confessa que disputou Roland Garros de peruca
 
AP
Agassi (esq) revela que jogou Roland Garros de peruca
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Além de confessar ter consumido drogas durante a carreira esportiva, o americano Andre Agassi admitiu que as madeixas leoninas que exibiu nos anos 90 eram falsas, segundo extratos de seu livro publicados neste sábado num jornal britânico.

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Agassi conta em "Open: an autobiography" que usou peruca para disputar sua primeira final de Grand Slam em Roland Garros, tendo perdido a partida para o equatoriano Andrés Gómez porque estava muito preocupado com que ela caísse.

Antes da partida, "rezei não pela vitória, mas para que não se soltasse", escreveu o vencedor de oito torneios de Grand Slam.

A peruca era para dissimular sua crescente alopecia. "A cada manhã, ao acordar, encontrava um pedaço de mim mesmo na almofada, no lavabo, na banheira".

Mas o artifício começou a incomodá-lo na noite anterior à final de Roland Garros. Foi obrigado a chamar seu irmão Philly para ajudá-lo a recolocar os falsos cabelos corretamente, com grampos e alfinetes.

"Sem dúvida poderia ter jogado sem a peruca, mas o que escreveriam os jornalistas ao saberem que eu a estava usando todo esse tempo?", questiona Agassi, de 39 anos.

"Durante o aquecimento rezei para que ela ficasse no lugar. A cada salto que eu dava, imaginava que ia cair. Pensava nos milhões de espectadores aproximando-se de seus aparelhos de televisão, abrindo muito os olhos e pereguntando, em montões de idiomas, como era que havia caído o cabelo de Andre Agassi", acrescentou.

Foi a atriz Brooke Shields, com quem estava casado, quem o convenceu a cortar o cabelo que ainda restava. "Disse que eu deveria raspar a cabeça. Foi como se me pedisse para arrancar todos os dentes", disse.

Na verdade, "a peruca era como uma cadeia e as tranças longas e ridículas de três cores eram como grilhões".

O ex-tenista americano também contou no livro que foi flagrado num exame antidoping em 1997 e mentiu às autoridades esportivas para evitar uma suspensão.

Campeão de oito Grand Slams, Agassi conta que nos momentos mais difíceis de sua carreira recorreu a metanfetaminas, uma droga sintética causadora de euforia.

O tenista, que hoje tem 39 anos, também revela que em um determinado momento não sentia mais motivação em jogar tênis e que, durante, sua infância, tinha medo do pai violento.

No livro "Open: an autobiography", lançado nos Estados Unidos pela editora Knopf, do grupo Random House, Agassi conta com detalhes que usou "crystal meth" (metanfetaminas) em 1997 porque não estava em boa forma e tinha dúvidas sobre o casamento com a atriz Brooke Shields.

Agassi ainda conta com detalhes a primeira vez que consumiu a droga com a ajuda de "Slim", um de seus colaboradores, e o estado de euforia provocado.

gj/em


 

AFP

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