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O norte-americano Andre Agassi, que chocou o mundo do tênis ao admitir em sua autobiografia Open que consumiu a droga sintética metanfetamina, em 1997, quando disputava o circuito profissional, pediu "compreensão" a seu caso, no programa 60 Minutes, da rede de televisão americana CBS.
Na entrevista, que será exibida no próximo domingo, Agassi disse que usou a substância dopante quando estava em depressão. Naquele ano, o ex-tenista passava por um mau momento na carreira e estava em meio a problemas de relacionamento com a atriz Brooke Shields.
Tempos depois, Agassi recebeu uma ligação de um médico que trabalhava para a ATP, dizendo que ele havia sido pego no exame antidoping. "Dias mais tarde me sentei em uma cadeira com um bloco de folhas de papel e escrevi uma carta à ATP. Estava cheia de mentiras, misturadas com meias verdades", disse o ex-tenista ao jornal britânico The Times, que deve publicar uma série completa do livro.
A ATP acreditou na versão de Agassi e decidiu retirar a investigação, além de abafar o caso. Porém, não conseguiu impedir que no mundo do tênis surgisse o rumor de que o americano havia consumido substâncias proibidas.
Agassi se aposentou do tênis profissional em 2006, com 60 títulos conquistados e mais de US$ 31 milhões (R$ 52 milhões) em prêmios na carreira.
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