Federer mais uma vez venceu seu compatriota e enfrentará surpresa japonesa na final
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Como já havia acontecido em nove dos dez encontros anteriores, o duelo entre os suíços campeões do torneio olímpico de duplas dos Jogos de Pequim 2008 terminou com vitória do mais famoso deles. Neste sábado, Roger Federer dominou Stanislas Wawrinka por 7/6 (7-5) e 6/2 para chegar à final do ATP 500 da Basileia pela oitava vez. Diante do japonês Kei Nishikori, o ex-número um do mundo tentará encerrar um jejum de títulos que incomoda - já dura dez meses e é o segundo maior de sua carreira.
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Federer, 30 anos, demorou 19 até levantar um troféu da ATP pela primeira vez, o que ocorreu em fevereiro de 2001, em Milão. Depois, precisou de mais 11 meses, até janeiro de 2002, para voltar a vencer, triunfando em Sydney. Desde então, foram mais 65 títulos profissionais, porém atualmente ele vive um período de seca: sua última conquista veio no ATP 250 de Doha, em janeiro passado.
Nascido na Basileia, o suíço tem uma grande oportunidade de encerrar o jejum justamente em uma de suas competições favoritas. Neste sábado, ele se classificou à decisão do evento pelo sexto ano consecutivo. Em todas essas ocasiões, só não triunfou em 2009, quando foi derrotado pelo sérvio Novak Djokovic. Em casa, Federer foi vice-campeão ainda em 2001, caindo diante do britânico Tim Henman, e 2000, batido pelo sueco Thomas Enqvist.
Atualmente o quarto colocado do ranking mundial, o astro poderia reencontrar o líder da lista neste domingo, mas Djokovic acabou surpreendido pelo japonês Kei Nishikori na semifinal por 2/6, 7/6 (7-4) e 6/0. O jovem oriental, 21 anos, vive a melhor fase da carreira, é o número 31 do planeta e fará um confronto inédito.
Diante de Wawrinka, Federer teve pouco trabalho. Dominante desde o início, o favorito ainda permitiu que o conterrâneo se recuperasse da desvantagem de uma quebra de serviço e só faturou o primeiro set no tie-break. Na segunda parcial, mais tranquila, Wawrinka cedeu um break no primeiro game e logo se desesperou, atirando sua raquete no chão e recebendo vaias da torcida.
Federer, que fechará pela primeira vez uma temporada sem taças de Grand Slam desde 2002, tenta evitar também que 2011 entre para a história como um ano muito ruim em quantidade de títulos. A última temporada na qual ele levou menos que três troféus foi a de 2001, com a solitária premiação em Milão.
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