Sérvio mostrou cansaço contra Murray e se preocupa com recuperação para pegar Nadal na final em Melbourne
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O fato de ter vencido as últimas seis partidas realizadas contra Rafael Nadal representa uma "vantagem psicológica" para Novak Djokovic de olho na final do Aberto da Austrália, marcada para este domingo. O sérvio não nega esse cenário, mas admite também preocupações quanto a seu estado físico, visto que permaneceu quatro horas e 50 minutos em quadra nesta sexta-feira até bater Andy Murray.
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Enquanto Djokovic suava e invadia a madrugada em Melbourne até construir a vitória sobre Murray por 3 sets a 2, com parciais de 6/3, 3/6, 6/7 (4-7), 6/1 e 7/5, Nadal provavelmente assistia tranquilamente à partida em seu quarto de hotel. O espanhol disputou a semifinal na quinta, batendo o suíço Roger Federer em quatro sets por 6/7 (5-7), 6/2, 7/6 (7-5) e 6/4 em três horas e 41 minutos de duelo.
"Eu sei que talvez eu tenha uma vantagem psicológica porque ganhei as seis finais que disputamos em 2011 e tive muito sucesso contra ele", disse o sérvio, em entrevista que começou quando já se passava da 1h da manhã do sábado em Melbourbe (12h de sexta-feira pelo horário de Brasília).
No ano passado, Djokovic tomou a liderança do ranking mundial de Nadal ao vencê-lo em todos os pisos possíveis sempre em decisões de torneios: na grama, em Wimbledon; no saibro, nos Masters 1000 de Roma e Madri; e na quadra dura no Aberto dos Estados Unidos e nos Masters 1000 de Indian Wells e Miami.
"Por outro lado, é um novo ano, um novo desafio, uma situação diferente", completou o sérvio. "Ele talvez tenha uma vantagem sobre mim com um dia a mais para se recuperar e se preparar para a final. A minha prioridade nos próximos um dia e meio será descansar bastante, não praticar muito e estar fisicamente preparado para disputar cinco sets. Se eu for capaz de fazer isso, então acredito poder vencer" .
Djokovic leva vantagem no histórico recente contra Nadal e também nos números gerais em quadras duras, semelhantes às de Melbourne. Nos 15 encontros realizados sobre esse tipo de piso, foram dez vitórias para o sérvio. No retrospecto total, porém, o espanhol ainda lidera a série por 16 a 13. A última vitória do número dois do mundo foi no fim de 2010, no piso sintético coberto do ATP Finals de Londres, onde aplicou parciais de 7/5 e 6/2 sobre o rival.
Curiosamente, em 2009 foi Nadal, 25 anos, quem viveu uma situação parecida com a de Djokovic, 24. O espanhol disputou a semifinal do Aberto da Austrália na sexta-feira e fez a partida mais longa da história da competição contra o compatriota Fernando Verdasco, batido somente por 6/7(4-7), 6/4, 7/6 (7-2), 6/7(1-7) e 6/4 em 5 horas e 14 minutos de jogo. Dois dias depois, o então líder do ranking superaria na final o suíço Roger Federer, que havia vencido o americano Andy Roddick por 3 a 0 em duas horas e sete minutos na quinta-feira e estava mais descansado, também em cinco sets: 7/5, 3/6, 7/6 (7-3), 3/6 e 6/2.
Questionado sobre esse fato, o sérvio não quis saber de comparações. "Nós temos corpos diferentes que requerem mais ou menos tempo para nos recuperarmos. Mas estamos familiarizados com esse tipo de condições, então vamos fazer o melhor", disse ele, que atrelou o cansaço que aparentou durante os segundo e terceiro sets contra Murray a problemas respiratórios. "É normal esperar por isso. Estamos competindo em um nível muito alto no qual cada ponto tem dez ou mais trocas de bolas. Tive pequenos problemas alérgicos, mas isso não é uma desculpa".
- Terra


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