Número quatro do mundo se mostrou mais agressivo que de costume, porém perdeu batalha de quase 5h
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Andy Murray perdeu para Novak Djokovic na semifinal do Aberto da Austrália e manteve a sina de ser o único integrante do top quatro do ranking mundial sem um título de Grand Slam. Mas a batalha de quatro horas e 50 minutos que protagonizou com o sérvio deixou o britânico "orgulhoso". Ele viu na partida uma grande resposta a quem o critica por ser "muito passivo" em quadra.
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"(Foi) um jogador diferente e uma atitude para o ano passado", resumiu Murray, que caiu diante de Djokovic por 3 sets a 2, com parciais de 6/3, 3/6, 6/7 (4-7), 6/1 e 7/5. A apresentação foi muito melhor que a de 2011, quando foi derrotado pelo sérvio também em Melbourne, porém na decisão, por 6/4, 6/2 e 6/3.
"Foi duro no fim porque você volta (ao jogo), fica perto de quebrar (o saque do adversário) e perde. É difícil, mas estou orgulhoso do modo como lutei", prosseguiu o número quatro do mundo. Ele perdia o quinto set por 5/2 quando iniciou uma reação e ficou perto de vencer quatro games seguidos: desperdiçou três break points, sendo dois consecutivos, para servir em 6/5. Na sequência, não resistiu e cedeu seu game de serviço.
"Todo mundo sempre diz para mim: 'Andy é passivo demais, ele não vai para seus golpes o suficiente'. Acho que hoje (sexta) eu fiz isso. Provavelmente cometi mais erros que ele, mas tenho certeza de que fiz mais winners", analisou. A impressão de Murray é em partes verdadeira: ele fez 86 erros não forçados durante o encontro contra 69 de Djokovic. Em bolas vencedoras, o sérvio ganhou a disputa por pouco: 49 a 47.
Essa mudança no comportamento do tenista que tenta ser o primeiro britânico a vencer um Slam desde Fred Perry em 1936 pode ter relação com Ivan Lendl. O americano naturalizado checo, ex-líder do ranking mundial, começou a trabalhar como técnico do jovem, 24 anos, neste mês de janeiro.
"Eu estava me movendo bem e ditando o ritmo de muitos pontos, o que é importante. Quero trabalhar em todas as partes de meu jogo. Ainda não me sentei para conversar com Ivan sobre o que vamos trabalhar nos próximos dois ou três meses, mas teremos essa conversa no momento certo", concluiu.
- Terra


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