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 Murray minimiza revés, nega ser passivo e resume: "estou orgulhoso"
27 de janeiro de 2012 16h01

Número quatro do mundo se mostrou mais agressivo que de costume, porém perdeu batalha de quase 5h. Foto: Getty Images

Número quatro do mundo se mostrou mais agressivo que de costume, porém perdeu batalha de quase 5h
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Andy Murray perdeu para Novak Djokovic na semifinal do Aberto da Austrália e manteve a sina de ser o único integrante do top quatro do ranking mundial sem um título de Grand Slam. Mas a batalha de quatro horas e 50 minutos que protagonizou com o sérvio deixou o britânico "orgulhoso". Ele viu na partida uma grande resposta a quem o critica por ser "muito passivo" em quadra.

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"(Foi) um jogador diferente e uma atitude para o ano passado", resumiu Murray, que caiu diante de Djokovic por 3 sets a 2, com parciais de 6/3, 3/6, 6/7 (4-7), 6/1 e 7/5. A apresentação foi muito melhor que a de 2011, quando foi derrotado pelo sérvio também em Melbourne, porém na decisão, por 6/4, 6/2 e 6/3.

"Foi duro no fim porque você volta (ao jogo), fica perto de quebrar (o saque do adversário) e perde. É difícil, mas estou orgulhoso do modo como lutei", prosseguiu o número quatro do mundo. Ele perdia o quinto set por 5/2 quando iniciou uma reação e ficou perto de vencer quatro games seguidos: desperdiçou três break points, sendo dois consecutivos, para servir em 6/5. Na sequência, não resistiu e cedeu seu game de serviço.

"Todo mundo sempre diz para mim: 'Andy é passivo demais, ele não vai para seus golpes o suficiente'. Acho que hoje (sexta) eu fiz isso. Provavelmente cometi mais erros que ele, mas tenho certeza de que fiz mais winners", analisou. A impressão de Murray é em partes verdadeira: ele fez 86 erros não forçados durante o encontro contra 69 de Djokovic. Em bolas vencedoras, o sérvio ganhou a disputa por pouco: 49 a 47.

Essa mudança no comportamento do tenista que tenta ser o primeiro britânico a vencer um Slam desde Fred Perry em 1936 pode ter relação com Ivan Lendl. O americano naturalizado checo, ex-líder do ranking mundial, começou a trabalhar como técnico do jovem, 24 anos, neste mês de janeiro.

"Eu estava me movendo bem e ditando o ritmo de muitos pontos, o que é importante. Quero trabalhar em todas as partes de meu jogo. Ainda não me sentei para conversar com Ivan sobre o que vamos trabalhar nos próximos dois ou três meses, mas teremos essa conversa no momento certo", concluiu.

Terra
  1. Novak Djokovic se joga no chão da Rod Laver Arena para comemorar o triunfo sobre Andy Murray. Após quase cinco horas de batalha, o sérvio venceu o britânico por 6/3, 3/6, 6/7 (4-7), 6/1 e 7/5

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  2. Murray vibra. Ele se livrou de desvantagem de 2/5 no quinto set e teve três break points para sacar para fechar a partida em 6/5, mas não aproveitou as oportunidades

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  3. Djokovic bate no peito para comemorar. Ele está pela terceira vez seguida na final de um Grand Slam, nível pelo qual não perde há 20 partidas

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  4. Jogadores se abraçam ao fim do duelo de semifinal

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  5. O sérvio deu mostras de cansaço especialmente no terceiro set. O primeiro colocado do ranking mundial precisará se recuperar até o próximo domingo, quando tentará a sétima vitória seguida sobre o espanhol Rafael Nadal, o segundo da lista

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  6. Sérvio rebate um forehand, golpe com o qual se safou incrivelmente de um break point no fim do quinto set

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  7. Muito veloz, britânico se estica para se defender com slice

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  8. Com olhos fixos na bola, sérvio aplica um de seus melhores golpes: o backhand (esquerda)

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  9. Murray se seca com toalha; embora partida seja disputada à noite, temperatura no verão de Melbourne chegou a 27º C

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  10. Torcedor vestindo camisa com as cores da Escócia e o nome de Murray tenta animar tenista nascido no país

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  11. Djokovic sobe à rede para volear

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  12. Box de Murray, nos camarotes da Rod Laver Arena, mostra apreensão após o jogador perder o primeiro set por 6/3. Ivan Lendl (canto superior à dir.), ex-número um do mundo, começou a trabalhar como técnico do britânico neste mês

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