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 Feliz no Brasil, astro argentino espera torcida contra "gringos"
14 de fevereiro de 2012 15h16 atualizado às 17h07

Ex-top 10, Nalbandian é um dos astros do tênis no ATP 250 realizado em São Paulo. Foto: Edson Lopes Jr. /Terra

Ex-top 10, Nalbandian é um dos astros do tênis no ATP 250 realizado em São Paulo
Foto: Edson Lopes Jr. /Terra

Henrique Moretti
Direto de São Paulo

Um dos maiores tenistas argentinos de todos os tempos, David Nalbandian se sente bem em São Paulo. Embora reclame do trânsito da cidade, elogia o tratamento recebido e se lembra do carinho da torcida de Buenos Aires por Gustavo Kuerten para fazer um pedido: quer o apoio dos "irmãos brasileiros" quando enfrentar tenistas estrangeiros no Aberto do Brasil.

"Agradeço a todos os fãs e 'irmãos' brasileiros que gostam do meu tênis. Tomara que eu possa fazer um bom torneio para que desfrutem", afirmou Nalbandian em entrevista nesta terça-feira. "Creio que aqui quando jogar com brasileiro não tanto, mas amanhã (quarta) ou quando jogar com americano, inglês, qualquer outro, espero que os brasileiros prefiram que ganhe eu".

Na realidade, não há representantes da Inglaterra ou dos Estados Unidos no Brasil Open de 2012. Há, porém, um francês que é o adversário de estreia do argentino nesta quarta-feira, em horário ainda a ser definido pela organização. Trata-se de Benoit Paire, número 98 do mundo.

"Estou muito contente por vir ao Brasil, nunca antes havia vindo para jogar um torneio oficial. A São Paulo vim para jogar como júnior", prosseguiu Nalbandian. Como juvenil, o tenista, ex-número três do mundo e atual 84, disputou quatro eventos no País em 1998, sendo semifinalista do Banana Bowl, disputado no Esporte Clube Pinheiros, na capital paulista.

Em 2012, o argentino disputará um ATP valendo 250 pontos no ranking e um cheque de US$ 85.800 (R$ 147.507) ao campeão. E ele espera contar com o apoio da torcida local diante de Paire, o qual classifica como um "rival duro".

"Creio que a rivalidade esportiva que há (entre Brasil e Argentina) é sempre muito sã e normal. Lembro que quando Guga jogava em Buenos Aires todo mundo queria que ele ganhasse", disse Nalbandian, em relação ao brasileiro tricampeão de Roland Garros e ex-número um do mundo, que triunfou no Torneio de Buenos Aires em 2001.

Além das passagens anteriores, Nalbandian esteve em São Paulo ainda em novembro de 2002, quando disputou um desafio de exibição entre Brasil e Argentina, jogando com o próprio Kuerten no mesmo Ginásio do Ibirapuera, quadra principal do Aberto do Brasil. O argentino foi derrotado por 6/7 (6-8), 6/4 e 6/3 em uma partida que não está viva em sua memória.

"Na verdade não me lembro muito, faz muito tempo, porém me recordo que foi uma espécie de Copa Davis que jogamos. Foi muito lindo, (contra) um grande como Guga. Foi uma linda visita a São Paulo", apontou.

Desta vez, o atleta que tenta se recuperar no ranking após passar por duas cirurgias no ano passado (uma para corrigir uma hérnia inguinal e outra para fortalecer o músculo adutor) aterrissou na cidade em cima da hora - apenas na última terça, visto que até domingo ajudava a Argentina a bater a Alemanha por 4 a 1 em Bamberg, pelas oitavas de final da Copa Davis.

"(Conheço) muito pouco (de São Paulo). Lembro que quando vim quando garoto vi que era muito grande, muito trânsito", disse, rindo. "O Brasil é muito lindo", completou, acrescentando que um dia gostaria de visitar o País com mais tempo.

Terra