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 Medidor de saque agita Brasil Open e atrai 200 pessoas por dia
15 de fevereiro de 2012 09h45 atualizado às 09h47

Fã arrisca saque enquanto funcionário de stand observa para anotar a velocidade. Foto: Edson Lopes Jr. /Terra

Fã arrisca saque enquanto funcionário de stand observa para anotar a velocidade
Foto: Edson Lopes Jr. /Terra

Henrique Moretti
Direto de São Paulo

Qual fã de tênis nunca teve curiosidade em saber quão rápido é o seu primeiro serviço? Pois o Aberto do Brasil de 2012 dá essa possibilidade ao público, que tem à disposição dois stands de patrocinadores funcionando durante o evento com raquetes, bolinhas e um indispensável sensor de velocidade.

Ambos os espaços, localizados próximos ao portão principal do Ginásio do Ibirapuera, em Sâo Paulo, vêm atraindo bastante público no intervalo das partidas do torneio. O stand da Petrobras foi visitado por 229 pessoas na segunda-feira e na terça por cerca de 250, número parecidos aos da Ourocard, ao qual aproximadamente 200 fãs se dirigiram na última segunda. Este tem um fascínio a mais, pois premia com uma raqueteira o dono do saque mais rápido do dia.

Os lugares funcionam da mesma forma. Mediante um cadastro, o participante recebe raquete e bolinhas para dar três saques. Um funcionário fica atento ao medidor de velocidade e anota os números. No primeiro stand há um ranking com os dez primeiros colocados, enquanto que no segundo apenas o nome do vencedor da jornada é estampado - ao lado dos recordes do tênis mundial.

Desde março de 2011, o recordista de saque mais veloz da história é o croata Ivo Karlovic, de 2,02 m, que conseguiu 251 km/h na derrota ao lado de Ivan Dodig contra os alemães Christopher Kas e Philipp Petzschner pela primeira rodada da Copa Davis de 2011, em Zagreb. Antes a marca pertencia ao americano Andy Roddick, de 1,88 m, que anotou 249 km/h na vitória sobre o bielorrusso Vladimir Voltchkov, em setembro de 2004, pela semifinal da mesma competição.

Nos stands, os números são bem mais modestos. Até as 19h (de Brasília) desta terça, quem liderava em um dos locais era uma dupla: Washington Alves, 41 anos, policial militar, e o filho Henrique Alves, 17 anos. Ambos haviam feito 141 km/h na melhor tentativa e até então levavam a raqueteira - a qual perderiam para outro desafiante que mais tarde marcou 154 km/h.

"É extremamente divertido", disse Washington, definindo-se como um "peladeiro" quando questionado se realmente jogava tênis. "Ele é profissional", completou, apontando para Henrique, atualmente o 15º colocado do ranking sub-18 da Confederação Brasileira de Tênis. Ambos vivem em Belo Horizonte e foram a São Paulo especialmente para acompanhar a competição.

Saques de lado - mais próximo à técnica correta dos profissionais -, saques de frente, saques pulando ou sem pular... o mais importante era tentar colocar o máximo de força na bola. Afinal, não são todos os clubes e academias que disponibilizam um medidor de velocidade como o dos torneios profissionais.

Teste do saque

A reportagem do Terra aproveitou para testar o medidor de saque. Já fui federado em São Paulo e jogo tênis com relativa frequência, então também resolvi entrar na brincadeira. Meu desempenho no melhor dos três serviços, com 77 km/h, beirou o ridículo. Resolvi por a culpa nas raquetes de um dos stands, que já estava até com a cabeça torta após dar tantas pancadas o dia inteiro.

Terra
  1. Em dois stands diferentes, fãs podem medir a velocidade de seu saque nos arredores do Ginásio do Ibirapuera, local onde ocorrer o Aberto do Brasil de tênis de 2012

    Foto: Edson Lopes Jr. /Terra

  2. Torcedores se aglomeram para acompanhar serviço. Mais de 200 pessoas visitou cada stand na segunda-feira

    Foto: Edson Lopes Jr. /Terra

  3. Funcionário observa desempenho de fã para anotar a marca

    Foto: Edson Lopes Jr. /Terra

  4. Henrique Alves, 17 anos, liderava o ranking de um dos espaços até a tarde com 141 km/h

    Foto: Edson Lopes Jr. /Terra

  5. Seu pai, Washington Alves, havia obtido o mesmo número

    Foto: Edson Lopes Jr. /Terra

  6. Torcedores têm duas opções para arriscar saques durante o Aberto do Brasil

    Foto: Edson Lopes Jr. /Terra

  7. Garota joga tênis no videogame em outro stand localizado próximo ao portão principal do Ginásio do Ibirapuera

    Foto: Edson Lopes Jr. /Terra

  8. Fãs curtem opções de divertimento durante o intervalo das partidas do torneio

    Foto: Edson Lopes Jr. /Terra

  9. Organização estimou em 2.200 pessoas o público do Brasil Open na segunda-feira, primeiro dia de disputas na chave principal

    Foto: Edson Lopes Jr. /Terra

  10. Modelo posa em frente a stand de patrocinador da competição

    Foto: Edson Lopes Jr. /Terra

  11. Garotos carregam bolas gigantes autografadas por jogadores

    Foto: Edson Lopes Jr. /Terra

  12. Imagem da chave de simples, estampada em tamanho gigante logo na entrada para o ginásio via portão principal

    Foto: Edson Lopes Jr. /Terra

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