A fila de torcedores em busca de ingressos chegou a dobrar a esquina no Ginásio do Ibirapuera
Foto: Edson Lopes Jr./Terra
- Felipe Held
- Direto de São Paulo
O baixo público nos dois primeiros dias, o interesse pelo duelo brasileiro entre Thomaz Bellucci e Ricardo Mello e também a proximidade com o Carnaval causaram um fator que surpreendeu os torcedores que foram ao Ginásio do Ibirapuera nesta quarta-feira: uma longa fila nas bilheterias, que chegou até a dobrar a esquina repleta de fãs em busca dos ingressos remanescentes para as partidas que fecharam o dia de confrontos no Brasil Open.
Por volta das 19h (de Brasília), duas horas antes da partida entre Bellucci e Mello, centenas de fãs chegaram ao Ibirapuera em busca de entradas. Resultado: os bilhetes disponíveis para o anel inferior haviam se esgotado, e os fãs tinham aguardar - um tempo considerável - pela sua vez para garantirem presença nos assentos do anel superior. As bilheterias, localizadas na Rua Manuel da Nóbrega, tinham filas que viraram a calçada e chegaram até à Rua Marechal Estênio Albuquerque Lima.
"Não esperávamos essa fila, de jeito nenhum. Fiquei surpreso", admitiu Leonardo, acompanhado da mulher Patrícia, ainda nos últimos lugares na espera pelos ingressos. "Havíamos visto os jogos de segunda e terça-feira pela televisão e não tinha tanta gente", acrescentou, lamentando o fato de ter que ficar no anel superior do ginásio, sem uma visão tão privilegiada da quadra.
Mais à frente do casal na fila, mas também impaciente, a torcedora Janice criticou a espera pelos ingressos - ainda que fosse possível adquirir os bilhetes também pela internet. "Só que mesmo assim poderiam fazer andar mais rápido aqui. Acho que ninguém comprou pela internet porque não esperava tanta gente depois do pouco público nos outros dias", salientou.
No entanto, outro fator atraiu fãs ao Ibirapuera: a partida entre Thomaz Bellucci e Ricardo Mello, que decidiram qual seria o único brasileiro nas oitavas de final do ATP 250 de São Paulo. "Isso com certeza trouxe mais gente para o jogo", comentou Patrícia.
Assim como muitos dos componentes da fila por ingressos, Leonardo e Patrícia haviam acabado de deixar o trabalho - e ainda vestiam roupas sociais. Mais tempo teve o amigo deles, Celso, já mais relaxado com bermuda e camiseta depois de passar em sua casa e se trocar.
Muitos torcedores também trataram de aproveitar a quarta-feira para ver a única partida que poderiam no Brasil Open. O torneio se estende até domingo, mas as finais conflitarão com os festejos carnavalescos, que em São Paulo começam a partir da noite de sexta. "Tínhamos até ingressos para as finais, mas resolvemos viajar no Carnaval e decidimos vir hoje", apontou Patrícia, citando um problema que se tornou comum entre torcedores que adquiriram ingressos para as finais com antecedência.
Para esta quinta-feira Bellucci folga na chave de simples, mas estão programados três partidas envolvendo tenistas de renome. Na rodada vespertina, o espanhol Nicolás Almagro, 11º do ranking, estreia contra o romeno Victor Hanescu por volta das 13h30, enquanto o também espanhol Fernando Verdasco (27º) encara o compatriota Javier Marti a partir das 16h30.
Já à noite, a partir das 20h30, será realizado o principal confronto do dia: o francês Gilles Simon, 12º do mundo, enfrenta o experiente argentino David Nalbandian, ex-número 3 do planeta. Para evitar transtornos, a própria organização solicitou que os torcedores cheguem ao Ginásio do Ibirapuera com duas horas de antecedência às partidas às quais pretendem assistir.
- Terra

