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Treinador canadense diz que atleta morto veio de país "exótico"

14 fev 2010
10h55
atualizado às 14h03

Segundo o treinador da equipe canadense de luge, o alemão Wolfgang Staudinger, pilotos "exóticos", categoria na qual classificou o georgiano Nodar Kumaritashvili, correm mais risco, já que o esporte em questão, por sua natureza perigosa, não é uma simples brincadeira.

Ratificando a tese dos organizadores da Olimpíada de Inverno de Vancouver, Staudinger eximiu as velozes condições da pista de luge de Whistler de culpa pelo acidente que vitimou Kumaritashvili na última sexta-feira. Assim, atrelou o ocorrido à falta de experiência do atleta, 21 anos, que se preparava para estrear em uma competição desse porte.

"Não é uma questão de como foi feita a pista. Foi 100% um erro de pilotagem", afirmou o técnico do Canadá. "Tivemos problemas assim anteriormente, que acontecem quando estão competindo os chamados pilotos exóticos. Todos devem saber que este é um assunto sério e não uma brincadeira".

Concluindo, Staudinger apontou que, em vez de realizar pequenas alterações na pista como fizeram, os responsáveis pela competição deveriam pensar em dificultar a classificação dos atletas aos Jogos. "A Federação Internacional de Luge tem que impor normas muito mais restritas de classificação", disse.

Entenda o caso

O georgiano Nodar Kumaritashvili, 21 anos, morreu nesta sexta-feira após sofrer um grave acidente no treinamento do luge, no Whistler Sliding Center. O atleta estava em uma velocidade de 144 km/h quando perdeu o controle de seu trenó, bateu contra a parede de gelo e, depois, contra uma haste na pista.

A equipe médica dos Jogos de Vancouver tentou realizar procedimentos de reanimação, como massagem cardíaca e respiração boca a boca, antes de chamar um helicóptero para transferir Kumaritashvili ao hospital. O atleta, que havia iniciado a carreira profissional há dois anos, teve a morte anunciada horas depois pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).

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Fonte: Terra
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