Ole Einar Bjoerndalen, da Noruega, quer brilhar no biatlo e atingir marca histórica de medalhas
Foto: AFP
A cidade canadense de Vancouver, que organiza entre 12 a 28 de fevereiro de 2010 a 21ª Olimpíada de Inverno, pretende aplicar para o evento um modelo de desenvolvimento sustentável.
Ao contrário de outras nações que deixaram suas instalações olímpicas às moscas depois dos Jogos, o Canadá privilegiou a "durabilidade". Assim, o anel de Richmond (ao sul de Vancouver), local da patinação de velocidade, já está sendo utilizado pelo público e pode abrigar, segundo as necessidades, dois campos de hóquei, oito quadras de basquete e uma sala de ginástica.
A ecologia está presente em Vancouver, local onde acontecerão as provas no gelo, e em Whistler, onde serão disputadas as provas na neve (esqui alpino, fundo, biatlo, salto). As medalhas dos campeões serão esculpidas em metal de recuperação.
O segundo maior país do mundo já entrou no livro dos recordes com um percurso olímpico de 45.000 km. Porém, o Canadá está atrás de outra façanha: a de conquistar sua primeira medalha de ouro olímpico em casa. Nenhum atleta do país ganhou uma prova nas duas outras vezes em que o Canadá sediou uma Olimpíada, em Montreal (1976) e Calgary (1988).
Já o biatleta norueguês Ole Einer Bjorndalen quer quebrar um recorde pessoal igualando ou superando as 12 medalhas olímpicas de seu compatriota fundista Bjorn Daehlie. "OEB", que está treinando na Itália, já tem nove.
Como sempre, a Noruega e a Alemanha serão os grandes favoritos desta Olimpíada de Inverno. As principais chances de medalha do país escandinavo são o fundista Petter Northug e o esquiador Aksel Lund Svindal.
A Alemanha, por sua vez, enviará uma delegação de 155 atletas para continuar no embalo de 2006, quando emplacou 29 pódios em Turim. Os alemães costumam brilhar nas provas de luge, bobsleigh e patinação de velocidade.
Entretanto, a esquadra germânica estará desfalcada de sua pentacampeã olímpica Claudia Pechstein, 37 anos. Suspensa por dois anos devido a anomalias detectadas em seu passaporte sanguíneo, ela foi autorizada pelo tribunal federal suíço a participar de uma eliminatória em Salt Lake City. Porém, ficou apenas no oitavo lugar dos 3.000 m de Copa do Mundo e perdeu a chance de disputar sua sexta Olimpíada.
Para coibir o doping, haverá duas vezes mais controles do que em Turim, onde os policiais tinham encontrado durante as provas material de transfusão de sangue e medicamentos em um chalé ocupado pelas equipes austríacas de esqui de fundo e de biatlo.
Outra estrela da velocidade no gelo, a holandesa Marianne Timmer, também não estará em Vancouver, devido a uma lesão.
No âmbito financeiro, os organizadores admitiram ter problemas para fechar o orçamento por causa da crise econômica.

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