- Luís Roberto Formiga
- Direto de Whistler
Isabel Clark já chegou a Whistler, onde irá participar da disputa do snowboard na Olimpíada de Inverno de Vancouver. Na cidade, a brasileira programou três dias de treinos em locais semelhantes à Cypress Mountain, em Vancouver, e testes com suas pranchas. Antes de realmente começar a enfrentar as adversárias, Isabel espera ganhar confiança e encontrar a melhor prancha para o inverno ameno do Canadá.
Para os Jogos Olímpicos, Isabel Clark reservou três pranchas "exatamente iguais". Mas segundo ela, a base do equipamento - que pode custar mais de US$ 1000 - terá influência direta no resultado, já que cada uma é recomendada para tipos diferentes de neve. O casamento perfeito, ela espera encontrar logo.
"Vamos botar o cronômetro e preparar a base igual nas três para ver qual está deslizando melhor nessas condições aqui, que vão estar parecidas com as condições de Cypress", contou a snowboarder em entrevista ao Terra, explicando o grau de influência de bases diferentes em pranchas idênticas - equivalente à importância aerodinâmica na Fórmula 1.
"É um desenho, as listras que uma máquina especial faz para deslizar de acordo com o tipo de neve. Se a neve está muito úmida, muito molhada, a listra é mais profunda, com um espaçamento um pouco diferente", explicou a atleta. "Quando a gente faz os testes, vê que faz a diferença. Quando a neve está molhada e quente, como está aqui agora, se você usa uma prancha com uma estrutura específica para uma neve fria, é ruim, ela não desliza muito rápida. Esse tipo de neve é lenta, e ele deixa lenta. Tem que ter uma estrutura bem específica para deslizar mais."
O efeito das ranhuras na base da prancha é semelhante ao dos pneus de carros de corrida: lisos na pista seca (ou slick, como são conhecidos), os pneus ganham sulcos para correr em dias chuvosos. "O pneu de neve, eu conheço mais. Tem umas listrinhas e é mais mole, por isso expulsa a neve. Aí, consegue não derrapar. Aqui é mesma coisa. Essa listra um pouco mais profunda deixa a água passar mais rápido", comparou.
Prepação psicológica
Além de preparar as pranchas que estarão sob seus pés, Isabel Clark também tem um treinamento psicológico específico para competições. Segundo ela, o treino é fundamental para enfrentar obstáculos assustadores - que nem sempre são difíceis, mas que podem complicar o desempenho do snowboarder.
"A gente tem um trabalho bem progressivo, cuidadoso, consciente, de preparar a cabeça para a pista. Temos um método de trabalho. Antes do treino, mentalizo como quero estar com minha atitude para enfrentar a pista, as primeiras descidas, e vou melhorando progressivamente. Sempre pode ter um obstáculo impressionante, que pode dar medo", disse a brasileira, mostrando-se tranquila também com as rivais que terá no Canadá.
"Não penso em nenhuma atleta especifica, quem é mais adversária que a outra. Todas são adversárias, independente da bateria em que eu cair. Posso até estudar um pouco, dar uma analisada nas adversárias que vão descer comigo. Mas tenho que ver todas como adversárias e posicionar com confiança", explicou Isabel Clark.
Jogos Olímpicos de Inverno no Terra
O Terra transmitirá ao vivo a competição em 15 canais simultâneos de vídeo a partir do próximo dia 12. Além disso, os usuários terão a possibilidade de assistir novamente a todo o conteúdo a qualquer momento. Todo o acesso é gratuito.
Uma equipe de 60 profissionais estará encarregada de fazer a cobertura direto de Vancouver e dos estúdios do Terra, em São Paulo, no Brasil, com as últimas notícias, fotos, curiosidades, resultados e bastidores da competicão.
A equipe conta com a participação do repórter especialista em esportes radicais Formiga - com 20 anos de experiência em modalidades de neve -, e o pentacampeão mundial de skate Sandro Dias, que comentará a competicão em seu blog no Terra.
No celular
wap: wap.terra.com.br
Iphone e smartphones: m.terra.com.br/vancouver
- Redação Terra

Assista agora »

Assista agora »
Assista agora »
