David Calder representou o Canadá nos três últimos Jogos Olímpicos de verão
Foto: Mariana Lanza/Terra
- Mariana Lanza
- Direto de Vancouver
A menos de uma semana do início dos Jogos de Inverno 2010, em Vancouver, uma das principais atrações na região é a passagem da tocha olímpica. Acesa na Grécia em outubro do ano passado, a chama já percorreu diversas cidades canadenses e chegou a Whistler, onde será realizada a maioria das provas de modalidades na neve, na última sexta-feira. Agora, segue em direção à cidade-sede da competição.
No próximo dia 12, ela completará o percurso de 45 mil quilômetros quando entrar no estádio BC Place para a cerimônia de abertura. Ao todo, são 106 dias de revezamento. Porém, um medalhista olímpico que a carregou pelas ruas de sua terra natal ainda se lembra de quando a chama desembarcou em Victoria, cidade do Canadá localizada na costa oeste do Pacífico.
"Eu fui o sétimo a carregar a tocha. Tive emoções similares ao participar pela primeira vez do revezamento e quando entrei no estádio olímpico em Sydney com a delegação do Canadá", diz o remador David Calder, de 31 anos, que já representou o país nas Olimpíadas de Sydney (2000), Atenas (2004) e Pequim (2008). Na última, o atleta conquistou a medalha de prata na disputa de remo em duplas, acompanhado de Scott Frandsen. "Conduzir a tocha foi uma conquista para a comunidade, a medalha foi uma conquista pessoal. Lutei muito por ela", compara.
Calder conduziu a tocha por apenas 300 metros, mas foi o suficiente para virar alvo de brincadeiras dos amigos e familiares. "Eu andava e corria um pouco, porque eles diziam para pegar o ritmo. Certamente me emocionei nesse momento".
Outros moradores de Victoria também foram às ruas acompanhar o primeiro dia da tocha em terras canadenses. "A comunidade gosta muito de esportes e ver um atleta olímpico que nasceu na cidade correr com a tocha foi muito emocionante para ambos, porque você está celebrando o esporte, celebrando a comunidade. É fantástico", afirma.
Apesar do apoio da população da cidade, a maior inspiração do remador está na sua própria casa. "A minha filha, Mira, de cinco anos, fala que é a chama olímpica do Canadá, não que é apenas a chama olímpica. É muito bonito vê-la tão animada. A chama foi introduzida nas crianças canadenses", diz o pai coruja, um dos 12 mil carregadores da tocha de Vancouver.
O Brasil também teve representantes no revezamento da tocha. Campeão dos 50 m livre na Olimpíada de Pequim, o nadador César Cielo carregou o símbolo no dia 24 de novembro na cidade de Hopewell Rocks. Além dele, Alexandre Cardoso, diretor de marketing do portal Terra, percorreu as ruas de Kelowna, cidade que fica a aproximadamente 400 km de Vancouver, no estado canadense de British Columbia, em janeiro deste ano.
Já no 106º e último dia do revezamento, o símbolo passará pelas mãos do governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, do cantor e compositor Michel Bublé e do britânico Seb Coe, bicampeão olímpico nos 1.500 m nos Jogos de 1980 e 1984, entre outras celebridades.
Jogos Olímpicos de Inverno no Terra
O Terra transmitirá ao vivo a competição em 15 canais simultâneos de vídeo a partir do próximo dia 12. Além disso, os usuários terão a possibilidade de assistir novamente a todo o conteúdo a qualquer momento. Todo o acesso é gratuito.
Uma equipe de 60 profissionais estará encarregada de fazer a cobertura direto de Vancouver e dos estúdios do Terra, em São Paulo, no Brasil, com as últimas notícias, fotos, curiosidades, resultados e bastidores da competicão.
A equipe conta com a participação do repórter especialista em esportes radicais Formiga - com 20 anos de experiência em modalidades de neve -, e o pentacampeão mundial de skate Sandro Dias, que comentará a competicão em seu blog no Terra.
No celular
wap: wap.terra.com.br
Iphone e smartphones: m.terra.com.br/vancouver
- Terra

Assista agora »

Assista agora »
Assista agora »
