Casa do Orgulho foi inaugurada recentemente em Whistler, no Canadá
Foto: Anderson Giorge/Terra
Apesar dos consideráveis ganhos políticos e sociais alcançados pela comunidade GLBT nos últimos anos, apenas um pequeno número de atletas profissionais "saiu do armário". De acordo com o semanário canadense Westender, os riscos continuam altos para aqueles que não escondem a sua identidade sexual.
Greg Larocque, presidente do braço norte-americano da International Gay and Lesbian Sports Association (Glisa), afirma que faz sentido manter a escolha sexual sob sigilo. "Eu não acho que (revelar a identidade) é uma coisa segura a fazer, quando você está tentando ganhar dinheiro como atleta profissional. Porque isso acaba se tornando o seu calcanhar de Aquiles", diz.
Dada a intolerância e as injustiças que continuam a ser direcionadas para os atletas gays, Laroque louva os esforços dos organizadores dos Jogos Olímpicos de Inverno, que abriram a Pride House (Casa do Orgulho, em português).
"Não tenho certeza, muito francamente, que a Pride House é necessária. Mas eu acho que é fundamental para as que as pessoas que estão vindo para cá, de outras partes do mundo, vejam como é quando você tem uma sociedade verdadeiramente diversificada e respeitosa", diz diz Laroque. "Outros países estão atrás de nós em termos de evolução destas questões".
No Canadá, o ex-nadador olímpico e residente em Vancouver, Marion Lay, não é discriminado com base na sua orientação sexual. "Quando eu comecei a minha carreira, eu estava com medo que alguém me discriminasse", disse à platéia na abertura da Pride House. "No esporte, treinadores e administradores tomam decisões muitas vezes tendenciosas. Muitos atletas que você está vendo nestes jogos tentam levar uma vida reservada. Ao mesmo tempo eles estão tentando ser o melhor que podem. É uma situação muito difícil".
Para tentar prosseguir com a tradição de ser um espaço acolhedor para os atletas gays, Vancouver será a sede da Outgames 2011 no próximo verão. "Acho que é uma coisa muito boa de se fazer, para que possam se ver as pessoas reais, em oposição aos estereótipos", afirmou Larocque.
Saiba o que é a Pride House
O local foi aberto no "coração" da cidade, conhecida pelos resorts de esportes de inverno, e serve como ambiente para gays, lésbicas e simpatizantes se divertirem, beberem, fazerem compras e também acompanharem a competição.
O Canadá, ao lado de Espanha, Suécia, África do Sul, Holanda, Bélgica, Noruega e África do Sul, é um dos poucos países que permite o casamento de pessoas do mesmo sexo.
Na sede da Pride House, há um mapa-múndi que mostra em cores a relação dos países com a homossexualidade. O Brasil está como cor de rosa "soft" por respeitar a união entre gays, mas ainda não é rosa-choque por não permitir o casamento na legislação. Outras nações, como algumas da África e do Oriente Médio, são apontadas em cores escuras por punirem o homossexualismo com a pena de morte.
A casa tem uma estátua de jogador de hóquei e se diz como a primeira da história a ser aberta em uma sede dos Jogos Olímpicos. "Receberemos pessoas de toda nacionalidade e sexualidade. É um local para as pessoas celebrarem a diversidade e se divertirem", disse Ken Coolen, diretor de operações do WinterPride.
O local fica aberto das 10h da manhã até as 22h. Os frequentadores podem consumir álcool, comer e também assistir aos Jogos Olímpicos. Há ainda roupas vendidas com a logomarca do WinterPride, evento de esqui que é celebrado há 18 anos e que será realizado de 1º a 8 de março, em Whistler.
Jogos Olímpicos de Inverno no Terra
O Terra transmite ao vivo a competição em 15 canais simultâneos de vídeo. Além disso, os usuários têm a possibilidade de assistir novamente a todo o conteúdo a qualquer momento. Todo o acesso é gratuito.
Uma equipe de 60 profissionais está encarregada de fazer a cobertura direto de Vancouver e dos estúdios do Terra, em São Paulo, no Brasil, com as últimas notícias, fotos, curiosidades, resultados e bastidores da competição.
A equipe conta com a participação do repórter especialista em esportes radicais Formiga - com 20 anos de experiência em modalidades de neve -, e o pentacampeão mundial de skate Sandro Dias, que comenta a competição em seu blog no Terra.
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- Redação Terra
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