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 Confira sete motivos para gostar de curling
22 de fevereiro de 2010 11h16

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Com 43 anos e careca, Kevin Martin está no auge de sua carreira no curling. Foto: Reuters

Com 43 anos e careca, Kevin Martin está no auge de sua carreira no curling
Foto: Reuters

Julio Simões

Pode chamar de bocha no gelo, esporte da vassourinha, xadrez no gelo ou simplesmente curling. O esporte, que consiste em deslizar e posicionar a pedra de aproximadamente 20 kg o mais próximo do centro de um alvo, foi um dos que mais cairam no gosto dos brasileiros durante os Jogos Olímpicos de Inverno de Vancouver.

Para tentar compreender a curlingmania, o Terra listou sete motivos para se apaixonar pela modalidade, que foi incluída no programa olímpico a partir de Nagano 1998. Se você já faz parte da febre, pode usar a lista para convencer mais amigos a aderir. Se ainda não faz, prepare-se: o curling vai te conquistar.

1. Regras pouco complexas, fáceis de entender
O curling é, de certo modo, um jogo fácil. Nele, o objetivo básico é posicionar a última pedra da série de oito no centro de um alvo localizado na extremidade contrária da pista de gelo, que tem 4,75 m de largura por 44,5 m de comprimento. Quem conseguir, pontua. Se conseguir colocar mais de uma pedra próxima ao círculo sem que haja outra do adversário entre elas, pontua quantas pedras posicionar. E só.

2. Semelhança com a sinuca e a bocha
De fato, o curling é uma espécie de bocha, só que disputada em uma pista de gelo e com o uso de vassouras para diminuir o atrito, aumentar a velocidade e mudar levemente o curso da pedra. Isso facilita o entendimento dos brasileiros, que também costumam comparar a estratégia do curling à da sinuca, uma vez que não basta só tentar colocar a pedra no centro, mas também proteger e atacar o rival.

3. Elementos inusitados
Por que eles têm que varrer? Como eles deslizam sem patins? Essas duas dúvidas, muito comuns quando se começa a acompanhar o curling, remetem a dois elementos inusitados do esporte: a vassoura e o sapato. O primeiro é feito de material sintético e utilizado para diminuir o atrito da pedra. Já o segundo é feito de borracha e teflon, que ajudam o atleta a deslizar e conseguir impulso.

4. Independência física
O curling é mesmo um esporte democrático. Podem participar atletas acima do peso, com alguma idade e até sem cabelos. Não à toa, o maior ídolo do Canadá cumpre dois destes três "requisitos": Kevin Martin é careca e tem 43 anos de idade. Nem por isso o mestre deixa de ser vangloriado e perde seu lugar no time canadense.

5. Interferência mínima do juiz e nenhuma violência
Diferente do futebol, no qual é comum ocorrerem erros de arbitragem e brigas de torcida, o curling não tem muitas inferências do árbitro e nem desentendimentos entre jogadores ou torcida. O único lance "polêmico" de uma partida de curling é a decisão sobre qual pedra está mais perto do centro. Nada que leve jogadores às vias de fato ou torcedores a queimarem cadeiras.

6. Beleza é fundamental
Se nada te convence a ficar três horas concentrado no lançamento de pedras para dentro de um círculo, então você precisa ver o curling de outro ângulo: o da beleza. Para ficar em apenas três nomes no feminino, Cheryl Bernard se destaca no Canadá, Nicole Joraanstad nos EUA e Eve Muirhead na Grã Bretanha, fora as suecas e dinamarquesas. Já para as mulheres, o destaque é o canadense John Morris.

7. Estratégia e emoção até a última pedra
No curling, a equipe tem oito pedras para lançar em cada rodada (chamadas de "end"). Por isso, a emoção se renova a cada jogada e se intensifica nas últimas duas pedras, quando o capitão da equipe fica responsável pelo lançamento. É neste momento que as táticas de defesa e ataque são colocadas à prova. Isso sem contar que, até a última pedra, uma inversão no placar ainda pode acontecer...

Jogos Olímpicos de Inverno no Terra

O Terra transmite ao vivo a competição em 15 canais simultâneos de vídeo. Além disso, os usuários têm a possibilidade de assistir novamente a todo o conteúdo a qualquer momento. Todo o acesso é gratuito.

Uma equipe de 60 profissionais está encarregada de fazer a cobertura direto de Vancouver e dos estúdios do Terra, em São Paulo, no Brasil, com as últimas notícias, fotos, curiosidades, resultados e bastidores da competição.

A equipe conta com a participação do repórter especialista em esportes radicais Formiga - com 20 anos de experiência em modalidades de neve -, e o pentacampeão mundial de skate Sandro Dias, que comenta a competição em seu blog no Terra.

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Redação Terra

Veja melhores momentos do jogo entre Suíça x Canadá, em Vancouver

  1. Carmen Schaefer, do time suíço de curling, gosta de fotografia e dança

    AFP
    Foto: AFP

  2. Além de capitã do time da Grã Bretanha de curling, a escocesa Eve Muirhead, 19 anos, também joga golfe

    Reuters
    Foto: Reuters

  3. Camille Jensen (esq), ou só Mille como é seu apelido, completa a seleção dinamarquesa de curling

    Foto: AP

  4. Melanie Robillard é advogada, esquiadora e atleta olímpica alemã de curling

    Foto: AP

  5. Ekaterina Galkina, 21 anos, integra o time de curling russo feminino nos Jogos de Vancouver

    AFP
    Foto: AFP

  6. Americana Nicole Joraanstad, 29 anos, é profissional de recursos humanos e gosta de cozinhar

    AFP
    Foto: AFP

  7. Ainda estudante, Stella Heiss, 17 anos, integra o time de curling da Alemanha

    AFP
    Foto: AFP

  8. Capitã da equipe russa, Anna Sidorova, 19 anos, arremessa pedra em partida de curling

    Foto: AP

  9. Capitã canadense, Cheryl Bernard, 43 anos, observa lançamento

    Reuters
    Foto: Reuters

  10. Madeleine Dupont(esq), 22 anos, acena para o público ao lado do time dinamarquês de curling feminino

    AFP
    Foto: AFP

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