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Aos 37, técnico promessa tenta reerguer Vila Nova após queda

18 abr 2014
07h48
atualizado às 07h48
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Levanta, sacode a poeira e volta à luta. É assim que o Vila Nova está tratando a disputa do Campeonato Brasileiro Série B após o complicado início de temporada. Com um elenco bastante reformulado e animado para uma nova competição, o clube colorado confia seu futebol às mãos dos ídolos Roni e Tim, além do emergente técnico Sidney Moraes para fazer diferente na competição nacional.

Sidney Moraes comentou período de reformulação do elenco colorado
Sidney Moraes comentou período de reformulação do elenco colorado
Foto: Vila Nova/Divulgação / Divulgação

Foram dias difíceis para o torcedor vilanovense. A queda para a segunda divisão do Campeonato Goiano foi considerada uma das maiores tragédias na história do clube. Para se recuperar do tombo, o clube tem pela frente seu retorno à Série B após amargar a terceira divisão nacional por duas temporadas.

Depois do fracasso na competição estadual, a diretoria do Vila Nova se mexeu e mudou o departamento de futebol. A fórmula encontrada foi caseira. Os ex-jogadores e ídolos, Roni e Tim, assumiram o comando e reformularam o elenco profundamente. Para 15 jogadores dispensados foram contratados 17 novas caras.

O técnico Sidney Moraes teve um mês para receber esses novos jogadores e trabalhar na formação de uma equipe. O tempo não foi considerado o bastante, mas a avaliação da inter-temporada foi positiva. Com um discurso realista, Sidney já deixou claro que o Vila Nova não vai pensar em acesso à Série A. Esse direito só vai ser conquistado quando a equipe demonstrar dentro da competição que isso é possível.

O primeiro passo para essa caminhada de retomada do prestígio perdido é nesta sexta-feira, às 19h30 (de Brasília), no Estádio Serra Dourada, contra o Luverdense-MT.

Confira a entrevista de Sidney Moraes concedida ao Terra:

Terra: Depois de 30 dias trabalhando e montando o time como está o ânimo para o início do Brasileiro?

Sidney: Está bom, acho que a gente evoluiu bastante para um time que iniciou do zero e a tendência é que a gente sofra um pouco no início do campeonato porque não temos um padrão de jogo ainda, nossos jogadores estão se conhecendo nos treinamentos. Então a gente está melhorando, acho que pelo tempo de preparação está legal, é lógico que não é nem um pouco ainda daquilo que eu almejo, de um time pronto, equilibrado dentro do jogo, mas temos que passar por cima disso com muita determinação.

Terra: Qual a importância desses 30 primeiros pontos antes da parada para a Copa?

Sidney: Acho que não temos que pensar por aí, temos dez jogos e temos que pensar no primeiro que é o Luverdense, tem que ser jogo por jogo. Não adianta pensar depois da parada da Copa se a gente não tiver uma boa performance no início da competição, que é uma coisa importante para nós. Não adianta pular etapa.

Terra: Ano passado você se destacou com o Icasa-CE na Série B. Acredita que esse ano seja o seu ano de afirmação como um técnico emergente?

Sidney: Acho que a minha história vai dizendo, sou jovem, mas já estou acostumado com a Série B, já conheço a competição. Treinador tem que ir se afirmando a todo momento, em cada trabalho que você tem é procurar fazer o seu melhor, uma metodologia nova de trabalho, estou no mercado com muito empenho querendo aprender e passar aquilo que aprendi como jogador. A oportunidade da Série B é para todo mundo, para os jogadores, para o clube e para mim também, temos que agarrar a oportunidade da melhor maneira possível e evoluir com o clube fazendo dos trabalhos.

Terra: Você citou que conhece bem a Série B. Hoje é um campeonato diferente daquele que se ganhava na força? Está competição mais técnica?

Sidney: Não é tão técnica assim, é uma competição difícil, de muita marcação, nem se compara com a Série A que é mais técnica do que força. Tem que ter atenção a todo momento, o nível de concentração tem de ser elevado, eu acho que há um equilíbrio com 50% de força e 50% de técnica.

Terra: A torcida do Vila Nova tem um sonho de chegar à Série A um dia. Esse sonho é algo muito distante?

Sidney: É algo muito distante, não tem que pensar em Série A não, tem que pensar no próximo jogo, a competição nem começou ainda. Não adianta você querer dar o passo maior que a perna, pois assim você vai cair no meio do caminho. A gente procura ter equilíbrio, vai ser complicado, são 38 jogos e temos que ter um bom aproveitamento. Não é fácil vir de um rebaixamento no Campeonato Goiano onde o nível técnico é muito ruim, é difícil começar uma Série B com um time concretizado. Temos de ir degrau a degrau para os jogadores ganharem confiança, o time uma identidade e vamos caminhando para uma regularidade na competição.

Terra: O Vasco é mesmo o grande favorito? Quais outros você aponta?

Sidney: A chance do Vasco é de 99% de chance, por tudo o que representa o Vasco, sua tradição, por tudo isso ele sai na frente de todos os outros. Isso não quer dizer que ele vai conseguir, mas que ele sai na frente ele sai. Existem outras equipes como Ceará, América-MG e outras que não temos como competir em termos financeiros. Agora, isso tudo é na teoria, nós sabemos que no futebol nem sempre a teoria vai para dentro do campo.

Fonte: MEI João Paulo Bezerra Di Medeiros - Especial para o Terra MEI João Paulo Bezerra Di Medeiros - Especial para o Terra
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