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Declarações de Uelliton irritam Carpegiani e presidente do Vitória

26 set 2012
21h00
atualizado às 22h11

Depois de desfalcar a equipe do Vitória em três partidas da Série B do Campeonato Brasileiro, contra Boa Esporte, Guarani e Goiás, o volante Uelliton se recuperou de um desconforto muscular, esperando voltar ao time titular e a vestir a faixa de capitão. O técnico Paulo César Carpegiani, no entanto, preferiu deixá-lo de fora do jogo com contra o Avaí para que tivesse mais tempo para melhorar o preparo físico.

Com o Barradão cheio, o Vitória manteve a série invicta de 11 jogos na Série B do Brasileiro ao vencer o Goiás por 3 a 1, com direito a gol relâmpago de Elton, com 1min de jogo. O rubro negro não perde desde a 15ª rodada, para o Bragantino. Os outros gols do Vitória foram de Elton e Tartá, ambos no segundo tempo. Renan Oliveira marcou para o Goiás, aos 15min da etapa inicial
Com o Barradão cheio, o Vitória manteve a série invicta de 11 jogos na Série B do Brasileiro ao vencer o Goiás por 3 a 1, com direito a gol relâmpago de Elton, com 1min de jogo. O rubro negro não perde desde a 15ª rodada, para o Bragantino. Os outros gols do Vitória foram de Elton e Tartá, ambos no segundo tempo. Renan Oliveira marcou para o Goiás, aos 15min da etapa inicial
Foto: Romildo de Jesus / Agência Lance

Em entrevista coletiva, o meio-campista admitiu a frustração pelo corte e se disse pronto para retornar. "Falei que estava 100%, pronto para jogar, até por ser uma partida complicada. Mas ele disse que eu não ia viajar. Pediu para que eu ficasse em Salvador aprimorando a parte física e eu aceitei. Mas se ele optasse por mim eu ia para o jogo", afirmou.

Uelliton voltou a dizer que preferia retornar diante dos catarinenses, mas ressaltou que aceitou a decisão do treinador, com quem teve problemas em 2009, ano da última passagem do veterano comandante pelo clube. "Não tem nada com o Carpegiani, o que passou, passou. Não temos problemas. Tanto é que o time está na primeira colocação", destacou.

Mesmo com as justificativas do volante, Carpegiani se mostrou irritado com a situação e resolveu encerrar seu jejum de entrevistas coletivas, aparecendo no lugar do meia Marquinhos na sala de imprensa na tarde desta quarta-feira. "Tenho 30 ou 40 anos de bola, e ele não vai dizer para mim que tem condições como qualquer outro jogador do grupo, pois ficou ficou 16 dias parado", declarou.

O treinador voltou a ressaltar a importância da recuperação física de Uelliton. "Na última segunda-feira, ele fez um trabalho físico mais puxado. Ontem (terça-feira), ele fez pela primeira vez um trabalho com bola. É preciso dizer que não sou o dono do Vitória, sou o responsável pela escalação. Seria uma irresponsabilidade colocar ele em campo no sábado."

Se, de início, Carpegiani se mostrou preocupado com a saúde de seu jogador, com o andar da entrevista, o técnico resolveu criticar diretamente o comportamento do atleta. "O Uelliton ficou parado três jogos e fizemos sete pontos. A ausência dele, portanto, não é o que faz com que o Vitória ganhe. Ele é parte de um todo, é tratado como qualquer jogador do clube, ele não é o Vitória. O jogador tem que saber quando não tem condições físicas e técnicas para jogar. Minha preocupação é o Vitória e não o Uelliton", disparou.

Quem também não perdoou a atitude do volante foi o presidente rubro-negro, Raimundo Queiroz. "Parece que Uelliton não está satisfeito com a paz que rola na Toca, quer sempre criar um ambiente de malefícios. Tem que existir a ética, isso é um desrespeito com os outros atletas. Não gostei, vou chamá-lo amanhã e cobrar uma resposta. Não é o jogador e sim o departamento médico que diz se está bom para jogar", esbravejou o mandatário em entrevista à rádio Itapoan FM.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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